Monday, September 20, 2010

Balzaquiana

Ó esquálida balzaquiana,
Por que levas uma vida tão provinciana?
Ocupe-se de mais amores e menos camas.

Ó iníqua balzaquiana,
Por que permites que a inveja te consuma?
Os bons amigos já se vão e agora te abandonam.

Ó incrédula balzaquiana,
Por que preferes crer nas más façanhas?
A vida em teu espelho é feia, bisonha.

Ó indileta balzaquiana,
Por que não percebes que o tempo anda?
Tua fadigada beleza não emociona.

Ó rouca balzaquiana,
Por que pela boca alheia cantas?
Diz aos ventos quem és e colhe o que plantas.

Ó ardilosa balzaquiana,
Por que não escolhes uma vida mais cigana?
Liberte-se da pequenez que permeia as suas tramas.

0 comments: