Ó esquálida balzaquiana,
Por que levas uma vida tão provinciana?
Ocupe-se de mais amores e menos camas.
Ó iníqua balzaquiana,
Por que permites que a inveja te consuma?
Os bons amigos já se vão e agora te abandonam.
Ó incrédula balzaquiana,
Por que preferes crer nas más façanhas?
A vida em teu espelho é feia, bisonha.
Ó indileta balzaquiana,
Por que não percebes que o tempo anda?
Tua fadigada beleza não emociona.
Ó rouca balzaquiana,
Por que pela boca alheia cantas?
Diz aos ventos quem és e colhe o que plantas.
Ó ardilosa balzaquiana,
Por que não escolhes uma vida mais cigana?
Liberte-se da pequenez que permeia as suas tramas.
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