Friday, December 20, 2013

Jean Wyllys

Quase todos os dias percorro a mesma rotina pela manhã e pela noite. Visito os sites do G1, UOL, Terra, Exame, InfoMoney, Valor. Eventualmente, me aventuro no site da Veja, Isto É, Época e Carta Capital. Evidentemente que não leio todas as notícias, mas acabo lendo o que acho interessante e relevante.

Depois deste périplo, vejo meu Facebook, Instagram e Twitter. Neste último é que me deleito, pois a quantidade de informação condensada é brutal e o cerne da notícia fica a um rápido clique.

Enfim, ontem no fim da noite me deparei com a colagem de um tuíte e resposta entre um indivíduo e o deputado Jean Wyllys. Em suma, o sujeito opinava acerca do Projeto de Lei 122 (PL122), julgando-o contrário à liberdade de expressão. Em seu comentário, não havia qualquer tom que denotasse um insulto, mas unicamente a emissão de uma opinião. Em resposta, o deputado mostrou-se surpreso com a posição, especialmente por ser advinda de um cidadão "gordo" e "negro" (palavras dele).

Faço questão de sequer copiar ipsis litteris o tête-à-tête aqui. É irrelevante. Alguém que julga que opinião deva variar de acordo com o peso e cor da pele, acredito, não merece ocupar o cargo de representante do povo.

Jean Wyllys, a propósito, é homossexual e magro. Talvez, em sua própria ótica, isto explique o porque de corriqueira e reiteradamente "descer do tamanco" diante de opiniões que lhe são contrárias. Este não é um episiódio isolado. Acompanhei situações similares em outras ocasiões, a exemplo de debate entre este político e o Danilo Gentili, e com desconhecidos.

Membro de uma minoria que procura ditar o que pode ou não ser dito, o que é ou não ofensivo, o parlamentar se beneficia de poder dizer o que lhe vem ao bestunto sem se incomodar com a repercussão. Afinal, como fraco e oprimido membro de uma minoria, nada que ele diga pode lhe ser oposto.

Para quem é contumaz em enxergar "imbecilidade" (palavras, novamente, dele) nos outros, estranha o quase perfeito enquadramento de sua postura naquilo que define este substantivo. Convenhamos, nada é mais desonesto do que um (pseudo, adendo meu) intelectual que não sabe respeitar opinião diversa, ou ainda propor-se sabedor das verdades e do que é certo. Saber que nada sabe é um verdadeiro exercício de humildade, algo que parece faltar no nada nobre deputado.

Imbecil seria uma palavra que usaria sem medo para descrevê-lo. Será que penso assim porque sou gordo e branco?