<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628</id><updated>2012-01-30T03:31:52.557-08:00</updated><title type='text'>Sobre o nada.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-3166139333255901527</id><published>2011-11-09T04:24:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T04:24:42.702-08:00</updated><title type='text'>A elite brasileira.</title><content type='html'>Nos últimos 16 anos houve melhoras sensíveis na realidade do brasileiro médio. Com a criação de programas sociais e de redistribuição de renda, investimentos maiores em infra-estrutura e o fortalecimento do consumo interno, o Brasil foi capaz de dar um salto qualitativo sem, contudo, livrar-se dos problemas que o afligem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estudar o nosso país, mesmo consideradas as recentes melhorias, detectamos sempre as mesmas problemáticas: a quase falência, incompetência e incapacidade de gestão do poder público, que se refletem diretamente na saúde e educação; o falido sistema político e corrupção escorchante; infra-estrutura ultrapassada, subdimensionada e desatualizada; programas sociais que não são acompanhados por condições reais de inserção nos mercados de trabalho, pela ausência de instrumentos de educação e capacitação técnica e profissional; o ineficaz e oneroso sistema tributário, que produz grandes distorções e limita a competitividade nacional; a crescente violência urbana dentre várias outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto é novo. O que impressiona é que, indagado, um brasileiro médio irá responder que a causa disto tudo reside em uma de duas coisas ou em ambas: falta de educação e corrupção. A lógica é que a má qualidade da educação nacional não dá aos cidadãos brasileiros conhecimento e discernimento suficientes para escolher seus dirigentes. Daí, a despeito do processo político-eleitoral existente, e como resultado da ignorância nacional, a classe política seria formada pelo voto do populacho, em troca de benesses menores. Esta mesma classe política não teria, portanto, interesse no avanço educacional do país e estaria aí instaurado um ciclo vicioso e sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência deste ciclo é inegável e irrefutável. Não obstante, o senso comum não explica algumas distorções nas linhas-mestre deste raciocínio. Nos municípios do país não se detecta necessariamente a redução da corrupção onde os índices educacionais são melhores. O que não se revela é que o poder de crítica trazido pela melhor educação não redunda obrigatoriamente em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo brasileiro, especialmente sua parcela mais educada, é passivo e, ao contrário de alguns de seus pares na América Latina, tal qual o Chile e a Argentina, nada demanda dos seus governantes. Nada de relevante, ao menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro é capaz de submeter a anos de opressão, sem promover uma marcha ou protesto, décadas de concentração de renda e falta de trabalho e emprego, longos períodos de hiperinflação, sistema de saúde e educação falidos e... nada.&amp;nbsp;Ou melhor, os alunos da Universidade de São Paulo (USP) parecem ter encontrado algo pelo que se revoltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, após um assassinato no campus da universidade, a pedido dos próprios estudantes, a reitoria reforçou a segurança com a presença da polícia militar (PM). Em cumprimento de seus deveres e atribuições, a PM passou a coibir o uso de drogas dentre outras condutas. As recorrentes rusgas entre policiais e estudantes &amp;nbsp;foram suficientes para provocar os estudantes e fazê-los ocupar a sede da reitoria da universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas são as mazelas do país e essa parte da população privilegiada, a dita "nata" intelectual do Brasil escolhe uma bandeira: o livre uso de drogas no campus.&amp;nbsp;A inversão de valores é tamanha, que choca até os mais liberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os estudantes que o uso de drogas não produz mal algum a ninguém, exceto a eles próprios. Surpreende que estes cidadãos pensem assim tão limitadamente, especialmente quando representam a elite &amp;nbsp;literada da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito dos efeitos negativos em seu uso continuado, poucos argumentam que o uso da maconha seja mais prejudicial que, por exemplo, o consumo de álcool. Há uma extensa discussão que debate a hipocrisia e arbitrariedade de se liberar o consumo de uma droga como o álcool ou mesmo do cigarro de tabaco e coibir o uso da maconha. Não obstante não fazer uso de qualquer droga ilegal, sou partidário da liberação da comercialização e do uso da maconha pelo simples fato de crer que a legalização desta droga traria mais benefícios que malefícios, principalmente considerando a supressão de parte significativa da renda de quem a comercializa, os traficantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente isto que olvidam os nobres estudantes da USP. De fato, no que concerne o usuário, a maconha não produz maiores resultados. No entanto, pela sua ilegalidade e a existência de todo um sistema que sobrevive também do seu consumo, a maconha produz efeitos nefastos para a população - são estes recursos financeiros responsáveis pelo armamento das milícias e do chamado "poder paralelo" e, consequentemente, da violência.&amp;nbsp;As "brilhantes" mentes destes estudantes parecem não ser capazes de processar o completo ciclo que se inicia com o consumo de drogas ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes que não temo chamar de moleques mimados indignam-se pelo cerceamento de suas "liberdades". Esquecem-se, novamente, de que viver em sociedade é aderir ao contrato social. É respeitar a norma imposta em benefício do todo coletivo e não de si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoio incondicionadamente a recente "marcha da maconha". Aquele ato, então promovido para pedir a liberação do uso e comercialização da maconha é uma demonstração pública e uma forma pacífica de se exercer cidadania. A ocupação da sede da reitoria da USP, todavia, não é nada senão uma grande afronta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me felicita que a aplicação da lei e atuação da polícia estão sendo céleres e exemplares. Me pergunto, contudo, onde estão os pais e mães destes estudantes. Salvo melhor juízo, a grande maioria ainda vive das posses de seus responsáveis. Se estes não são capazes de invocar de seus filhos responsabilidade e seriedade, creio que mais uma instituição do país se quebrou: a família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-3166139333255901527?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/3166139333255901527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=3166139333255901527' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/3166139333255901527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/3166139333255901527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/11/elite-brasileira.html' title='A elite brasileira.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-455517772402016875</id><published>2011-11-05T19:38:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T19:38:38.324-07:00</updated><title type='text'>Manifesto em prol do empreendedorismo.</title><content type='html'>Por décadas o Brasil viu sua economia sucumbir e minguar diante da hiperinflação, corrupção, desgoverno, desemprego, falta de investimento em infraestrutura, pouca ou nenhuma oferta de crédito dentre diversos outros malgrados.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante este período, o brasileiro teve de ser inventivo e desdobrar-se para subsistir, o que produziu um efeito direto sobre o país, sobretudo para empreendedores. Daí a recorrente assertiva de que o Brasil é o país do empreendedorismo.&amp;nbsp;Esta afirmação é ainda reforçada pelo fato de que, à época - e isto persiste hodiernamente -, uma parte significativa dos empregos gerados no país (pouco mais de 60%) resultavam de pequenas e difusas organizações empresariais e não de grandes conglomerados econômicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É notória a flexibilidade e capacidade de adaptação de uma grande parte destes profissionais brasileiros, os empreendedores. Não obstante, refuto o argumento de que estes tempos difíceis produziram um país de profissionais distintos e aptos a empreender.&amp;nbsp;Ao contrário, defendo que a instabilidade e inconstância dos mercados e do país como um todo reforçaram as burocracias e criaram um sem número de tecnocratas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não me é desapercebida a competitividade que o empreendedor brasileiro médio opõe aos seus pares oriundos de outras partes do globo. Tampouco olvido a sua grande relevância econômica. Ratifico a noção de que o Brasil possui empresas e empresários extremamente preparados e capazes. Entretanto, creio que estes formam um grupo reduzido de indivíduos, em detrimento de uma massa de parca proatividade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ocorre que uma larga parcela dos brasileiros reitera o pensamento de que o sucesso empresarial, especialmente quando ostensivamente representado no acúmulo de riquezas, é advindo de qualquer outro elemento que não aqueles que realmente o produzem: preparo, trabalho árduo e resiliência.&amp;nbsp;Parecem equiparar o ente privado ao público e vislumbram qualquer evolução patrimonial, ainda que singela, como objeto de alguma prática ilícita ou obscura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em tempos de bonança, cresce a economia e, bem assim, prosperam os negócios (ou assim se espera). É então que ladeiam-se burocratas e tecnocratas para rechaçar o empreendedor. Despropositadamente, vêem-se estes, nestes tempos, como paladinos dos limites morais e éticos do capital.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em verdade, reputo esta, que julgo pobre e errônea, avaliação às próprias limitações que este grupo de pessoas se impõe. Por vezes são gente altamente graduada e especializada cuja falta de arrojo aponta para um caminho que não privilegia o risco. Esquecem-se de que na via oposta, pode-se perder tudo, principalmente em um país que condena ao ostracismo eterno aqueles que fracassam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O fato é que nenhum indício parece suportar a argumentação de que o Brasil é o país do empreendedorismo. O brasileiro médio parece estar pronto para invejar o resultado do empreendedorismo, quando positivo, mas não quer suportar a sua &lt;i&gt;via crucis&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao contrário do que se passa em países prósperos, que exibem grande apoio e reverência às atividades de sua classe empresária e seu sucesso, o Brasil cria barreiras burocráticas, não dispõe de políticas de fomento, limita o crédito, tributa em excesso, onera as contratações de mão-de-obra e acaba por transferir o custo de sua ineficiência para aqueles responsáveis pela maior parte da economia nacional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso que é digno de salvas este corpo de desbravadores e por que não dizê-los heróis. Mais, os empreendedores brasileiros são merecedores de respeito e atenção e não lhes é justo aviltar seu trabalho e sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-455517772402016875?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/455517772402016875/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=455517772402016875' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/455517772402016875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/455517772402016875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/11/manifesto-em-prol-do-empreendedorismo.html' title='Manifesto em prol do empreendedorismo.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-2539192157573244775</id><published>2011-09-21T13:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T13:49:45.421-07:00</updated><title type='text'>Republiqueta.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Transparece a quem é de bom senso, o zelo que ogoverno brasileiro tem tido com os indicadores macroeconômicos nacionais. Apreocupação é, além de sinalizar para os mercados interno e externo quãoresponsável é o atual governo com as suas contas, fortalecer a economia e seussubstratos perenizando ou ao menos prolongando o cenário positivo que o paístem ostentado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Séries de ações foram tomadas para conter oingresso de divisas no país, com o claro intuito de fazer notar que o Brasilnão deseja se manter na rota dos capitais especulativos que tanto chacoalham osmercados mundo à fora. Ao contrário, o Brasil busca se exibir celeiro parainvestimentos sustentáveis e duradouros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Em tempos outros, governantes se arvorariam paratrazer ao país tantos recursos financeiros quantos fossem possíveis, semobservar as cautelas necessárias e os possíveis malgrados que aí poderiam seoriginar.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;É possível, portanto, notar uma melhoraconsistente na forma como paulatinamente os interesses públicos tem ganhorelevância sobre os interesses políticos, ainda que isto não tenha elidido oscontinuados desfalques ao Erário.&amp;nbsp;Ocorre que, ainda que alguns gestosdenotem o enorme potencial que o país tem e quão maior pode vir a ser, algumaspequenezas reafirmam a condição de republiqueta a que o Brasil parece estar condicionado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Recentemente, sob as pressões de algumas das grandescompanhias automobilísticas estabelecidas no país, especialmente Fiat,Volkswagen, Ford e General Motors, o governo federal impôs barreirastributárias aos seus concorrentes estrangeiros. Diz-se, outrossim, que estasobretaxa também almejou reduzir o incremento no volume de importações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Alegadamente, a indústria nacional estariaenfraquecida e combalida pelo chamado custo-Brasil e pela competição ditadesleal praticada pelos sul-coreanos e chineses. Assim, em defesa destasmulti-nacionais estabelecidas no país já há 60 anos, com amplo acesso a linhasde crédito para aumento das linhas de produção e modernização, cujos braçosbrasileiros contribuem com na ordem de 15% a 25% de seus lucros mundiais, impuseram-sesobretaxas de até 30% para empresas como Kia, Hyundai, JAC Motors e outras. Oobjetivo e resultado desejados são claros, o acréscimo no valor dos carrosimportados e a blindagem da indústria nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;A medida não mereceria grande crítica se nãofossem os consumidores brasileiros os mais prejudicados. Em um momento que amídia nacional ensaiava, mesmo que timidamente, questionar os verdadeirosmotivos dos altos preços dos carros aqui comercializados, talvez motivada pelaentrada de carros de melhor qualidade e preços extremamente competitivos, estaação governamental dá margem e guarida às práticas comerciais de sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Ainda pior são as injustificáveis exposições demotivos que partiram do governo federal. Quando contrastadas com as miudezas danorma imposta, quaisquer tentativas de elucidar a matéria cristalizam-se vãs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Esta suposta tentativa de tutelar a indústrianacional da competição desleal e da possível tomada de empregos de brasileiros,como conseqüência, curiosamente excluiu veículos vindos da Argentina e Méxicoda sobretaxa. Curioso porque as grandes do mercado automobilísticos tem em suafrota atual e nos seus planos de expansão veículos oriundos destes dois países.Mais curioso porque o governo brasileiro parece não se importar com o déficitda balança comercial quanto a essas duas nações, mas somente no que concerne àsdemais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Quanto ao consumidor, a indústria nacionalafirmou que ainda não tem planos para reajustar os preços praticados. Ainda.Contraditório é um governo que afirma lutar para controlar a inflação, não terantecipado que tamanha proteção fosse, eventualmente, redundar num acréscimo nospreços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Em um momento extremamente positivo em que acompetição e o livre mercado beneficiavam o consumidor, a não interferência doEstado era essencial para a manutenção do ambiente economicamente saudável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Agora, o recado enviado é o pior possível,inclusive para investidores não especuladores e em diferentes mercados.Indústrias como a Hyundai, Kia e JAC Motors, para citar algumas, haviam anunciadoinvestimentos vultosos no país. Números capazes de gerar milhares de empregos,fortalecer a indústria nacional, fomentar a competição e saldar o consumidor.Hoje, pairam dúvidas sobre a efetivação de muitos desses aportes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;Mais. A intromissão do Estado na economiacertamente irá levar a uma demanda na Organização Mundial do Comércio (OMC), jáque aos países somente é dado elevar barreiras alfandegárias para proteção deseus mercados internos. O Brasil, entretanto, alterou a tributação e criouregime distinto para alcançar a meta pretendida, já que já se chegou aoslimites das taxas alfandegárias (60%).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Calibri; font-size: 16pt;"&gt;O que não se compreende é: será que o Brasil,além de não querer capital especulativo, também quer limitar o capitalprodutivo? Se não é isso, por quanto tempo continuaremos sujeitos aos ímpetosda força política, mesmo quando esta se embate com interesses maiores?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-2539192157573244775?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/2539192157573244775/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=2539192157573244775' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/2539192157573244775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/2539192157573244775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/09/republiqueta.html' title='Republiqueta.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-5031964446078284358</id><published>2011-08-09T13:08:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T14:02:03.901-07:00</updated><title type='text'>Aracaju não é mais como era...</title><content type='html'>Aracaju sempre foi modelo de cidade organizada e segura dentro dos padrões brasileiros. Todavia, já há algum tempo, esta máxima tem sido posta à prova. São os incômodos congestionamentos de trânsito, o combalido sistema educacional, o falido sistema de saúde e a crescente violência os principais desafiadores da tão aludida qualidade de vida, mas a administração pública já dá mostras de sua incapacidade gerencial também em outras frentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se dizer que, conquanto complexa, a gestão de uma cidade como Aracaju não é das mais difíceis. Uma cidade que ainda não ultrapassa os 600 mil habitantes, tem uma área geográfica bastante reduzida e conta com um pesado efetivo de funcionários públicos poderia certamente oferecer melhores serviços públicos à sua população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte do problema reside numa característica intrínseca a maior parte dos aracajuanos: sua resignação. São alheios às causas que lhes afetam direta e indiretamente. É de se questionar se tamanha indiferença resulta de sua incapacidade de percepção ou se é a grande dependência política o malfeitor. A maior parte, não obstante, está concentrada em um Estado despreparado, descomprometido e enfraquecido por disputas de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aracaju deve aprender com cidades maiores, em estágios de crescimento urbano mais avançados, que um descontrole agora significará um futuro incerto - para dizer o mínimo. Vejamos o preço que pagam hoje as grandes capitais do país, por seu passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso reunir todos os setores da sociedade civil em torno de uma ampla discussão do que queremos para Aracaju nos próximos anos, com metas e ações concretas que possam ser medidas e acompanhadas de perto pela população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas forças políticas precisam surgir e substituir os exultantes governantes e administradores públicos que aí estão. É preciso arrojo. A classe política mantém um discurso de que o Estado não possui suficientes recursos para saldar a enormidade de problemas existentes, o que é em parte verdade.  No entanto, a abertura do debate com a sociedade poderia resultar em soluções menos custosas e mais eficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havendo a iniciativa, a aderência é certa. Assim, Aracaju pode conseguir manter a qualidade de vida e ainda agregar outros títulos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-5031964446078284358?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/5031964446078284358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=5031964446078284358' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5031964446078284358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5031964446078284358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/08/aracaju-nao-e-mais-como-era.html' title='Aracaju não é mais como era...'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-5556337389427251915</id><published>2011-07-16T19:21:00.001-07:00</published><updated>2011-07-16T19:49:43.776-07:00</updated><title type='text'>Estresse Pré-Traumático</title><content type='html'>Tenho o mau costume de desconsiderar o sofrimento alheio. Preciso conseguir me identificar com aquele pesar para dar-lhe algum valor ou relevância. É bem verdade que muitos exageram a sua dor em troca de atenção, mas nem isto deve ser o suficiente para ignorá-la. Dor, seja de quem for, ou porque for, é dor. É preciso humildade para reconhecê-la e, assim fazendo, permitir brotar um sentimento grandioso e nobre: a compaixão.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, não pretendo ser o que não sou. De fato, não costumo me compadecer com muito, mas estou num processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De qualquer forma, trato deste assunto talvez porque me ache digno de compaixão. Digo isto porque reconheço em mim uma dor que, antes de compreendê-la, tratava como pífia em outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assisti outro dia a um programa de televisão em que se tratava do chamado 'estresse pré-traumático'. Essa forma de estresse, segundo disse o especialista, é conhecido como sendo resultado de um ambiente de grande tensão e a expectativa de um evento negativo é encarada pelo organismo - psíquica e fisicamente - como real e presente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A temática naquele programa de televisão circundava, na verdade, a violência que acomete não somente os grandes centros, mas todo o país. Assolada por este mal, toda a população brasileira vive em constante estado de tensão, mesmo sem aperceber-se, e isto reverte-se num quadro de estresse pré-traumático para muitos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para todos os fins, este estresse é um trauma ainda que não materializado. O constante receio de ser alcançado pela violência, nas suas inúmeras formas, traz efeitos nefastos para um indivíduo e para a coletividade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu, particularmente após o nascimento da minha filha, não consigo digerir ou processar sem irritação um noticiário que transmite a absurda perpetração da violência, por vezes sem qualquer causa ou razão. O mal gratuito. Pior, me falha a capacidade de assistir filmes cujos personagens sejam submetidos a situações de semelhante mal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isto me diz que, no que concerne a violência, não mais distingo o real do  irreal. A realidade da ficção. Em outra adução, poderia eu concluir que também sofro de estresse pré-traumático? Ou seria eu, apenas mais um buscando atenção?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-5556337389427251915?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/5556337389427251915/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=5556337389427251915' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5556337389427251915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5556337389427251915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/07/estresse-pre-traumatico.html' title='Estresse Pré-Traumático'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-1313848520104995486</id><published>2011-07-01T14:52:00.001-07:00</published><updated>2011-07-01T14:56:19.163-07:00</updated><title type='text'>Custo Brasil.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Ainda sorrateiramente se inicia uma discussão no país sobre os preços praticados pela indústria automobilística nacional. A crítica revolve sobre o fato de que o brasileiro paga os mais altos preços no planeta pelos veículos que consome.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Um Toyota Corolla, por exemplo, é comercializado no Brasil a partir de R$60 mil, contra R$25 mil pelos quais este automóvel é vendido nos Estados Unidos. Casos similares são incontáveis. Resta, então, indagar o porquê da diferença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Sempre que se toca no assunto, a indústria nacional se defende atribuindo os elevados preços ao chamado "Custo Brasil". Alegam que a carga tributária, o custo dos insumos, da mão-de-obra e, sobretudo, de logística são muito elevados. Também mencionam a recente valorização do Real como contribuinte para o problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Diante de uma ainda pequena onda de críticas na mídia, a Anfavea - Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores lança um estudo em que aduz que, dentre os países do BRIC - grupo de países em desenvolvimento que compreende Brasil, Rússia, Índia e China -, o Brasil tem os maiores custos e, por isso, perde competitividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Ainda que fosse verdade a assertiva, o que não nos parece proceder, as diferenças no custo não se provam tão elevadas a ponto de mais do que dobrar os preços dos carros vendidos no mercado brasileiro, em comparação com aqueles praticados em outros países.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;De fato, o Brasil tem um sistema tributário complexo que onera a indústria nacional. É um pleito justo e extensível a toda cadeia produtiva nacional que se implemente uma reforma tributária, redundando numa redução significativa de tributos sobre a produção nacional. Mas mesmo a pesada carga tributária não arrazoa tamanho desvario.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Em um comparativo traçado pela Folha de São Paulo, em 2010, mostrou-se que ainda que o custo tributário do Brasil seja elevado, há nações desenvolvidas que praticam uma carga tributária ainda mais elevada, o que não implica preços exorbitantes de veículos nestes mercados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;"Enquanto o peso dos impostos no bolso do cidadão chegou, em 2008, a 34,41% no Brasil --nível recorde--, no Japão ficou em 17,6%. A carga também foi menor, por exemplo, no México (20,4%), na Turquia (23,5%), nos Estados Unidos (26,9%), na Irlanda (28,3%), Suíça (29,4%), no Canadá (32,2%) e na Espanha (33%).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Acima do Brasil, ainda na comparação com os países da OCDE, ficam o Reino Unido (35,7%), a Alemanha (36,4%), Portugal (36,5%), Luxemburgo (38,3%), a Hungria (40,1%), Noruega (42,1%), França (43,1%), Itália (43,2%), Bélgica (44,3%), Suécia (47,1%) e Dinamarca (48,3%), que tem o nível mais alto entre os países do grupo."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Note-se que Reino Unido, Alemanha, França e Itália são mercados notadamente bem estabelecidos que, inclusive, competem em patamar de igualdade com o Brasil na exportação de veículos. Suas indústrias domésticas praticam preços bastante aproximados, sem qualquer correlação àqueles existentes no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;As fabricantes de veículos também culpam as obrigações trabalhistas que, somadas às exigências sindicais, tornam ainda mais cara a mão-de-obra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) imputa ao empregador uma infinidade de responsabilidades, fazendo com que os encargos sobre a folha excedam os 110%, mais do que duplicando os custos de mão-de-obra. Isto sem mencionar os acordos sindicais e afins, que reduzem jornadas de trabalho e garantem benefícios não previstos em lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Mais, a lei trabalhista brasileira é contraproducente. Incentivos dados à eficiência são eventualmente incorporados aos vencimentos, benefícios temporários são tidos por perenes e assim por diante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A crítica aqui não tem somente um viés, mas vários. O problema dos encargos sobre folha são mais um problema do trabalhador do que propriamente do empregador, já que mesmo que se recolham tributos superiores ao seu salário líquido, os benefícios garantidos pelo governo são praticamente inexistentes, especialmente com um sistema de saúde pública falido e uma previdência social deficitária, para dizer o mínimo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Sim, a legislação trabalhista é ultrapassada, exige muito dos empregadores e prejudica, por fim, o trabalhador. Mas há que se dizer algo: os salários no Brasil estão muito abaixo dos patamares praticados em países desenvolvidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Uma pesquisa conduzida pelo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Bureau of Labor Statistics (BLS)&lt;/i&gt;, órgão do Departamento de Trabalho dos EUA, demonstra essas diferenças:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;"A pesquisa anual [...] sobre o custo horário da mão-de-obra na indústria, incluindo encargos sociais, nas 34 maiores economias do mundo, mais China e Índia (ambas tratadas à parte por questões metodológicas), desfaz quaisquer ilusões.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;O custo-hora do trabalho na indústria brasileira em 2009, último ano com informações disponíveis em nível global, foi de US$ 8,32, ou R$ 16,64 em reais, representando a 30ª posição neste ranking de 34 países, liderado pela Noruega, com custo-hora de US$ 53,89.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Entre as potências industriais da velha ordem da economia global, o custo-hora do salário na indústria foi de US$ 46,52 na Alemanha, US$ 33,53 nos EUA e US$ 30,36 no Japão. Abaixo do Brasil vem outro vilão do custo industrial baixo, Taiwan, com US$ 7,76, seguido de Polônia, US$ 7,50, México, US$ 5,38 e Filipinas, US$ 1,50."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Há que se dizer que verdadeiramente, os encargos trabalhistas são altíssimos no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;"A pesquisa do BLS dá razão ao consenso entre governo, sindicatos e empresários sobre o absurdo peso dos encargos sociais na folha. O Brasil lidera o ranking mundial neste quesito, com os encargos (sendo o grosso a contribuição para o INSS) representando US$ 2,70 do custo-hora, ou quase um terço do que é pago ao trabalhador.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Nem na rica Noruega, exemplo de bem-estar no mundo, o desconto em folha é tão alto. Lá, onde tudo funciona com altíssima qualidade, equivale a 18%. Aqui, nenhum serviço público funciona direito para que custe tão caro. Na Ásia, o seguro social é inferior a 20%."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Não obstante, as comparações com os países em desenvolvimento, especialmente China e Índia são exdrúxulas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;"[...] qual seria esse custo na China, ou na Índia, que lhe vem logo atrás, diminuindo a vantagem a cada ano? O estudo do BLS faz algumas ressalvas. As estatísticas da China sobre o emprego e os salários na indústria não seguem padrões internacionais e podem ser de difícil compreensão. Já na Índia, o emprego informal, que o BLS não considera, representa cerca de 80% da mão-de-obra total empregada pela indústria, o que subestima o salário efetivo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Feita a ressalva, sente-se confortavelmente e leia: o custo-hora do salário nas indústrias chinesas é de apenas US$ 1,36 (dado de 2008)."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Não se pode querer comparar os mercados e a mão-de-obra de Índia e China ao Brasil. As semelhanças se cingem ao fato de serem países em pleno desenvolvimento, e só.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;China e Índia são países de miseráveis. Com as maiores populações do mundo, onde não há qualquer proteção eficiente ao trabalhador e as políticas dos governos locais impedem a fiscalização por órgãos da Organização Internacional do Trabalho (OIT).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Por força de governos centralizadores não há tensão social, mas é evidente a diferença entre as realidades do Brasil e desses países. Ambientes de trabalho insalubres, instabilidade no emprego, baixíssimas remunerações, falta de amparo previdenciário já foram a máxima brasileira. Hoje não mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A distinção é ainda mais pronunciada quando se comparam índices de qualidade de vida, expectativa de sobrevida, índices de desenvolvimento humano, paridade de compra e outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Outra constante nos discursos das indústrias automobilísticas nacionais é o custo dos insumos. Na qualidade de exportador de commodities, o Brasil exporta matéria-prima bruta e adquire produtos de maior valor agregado, contribuindo negativamente para os preços.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;É sabido que o preço do aço no Brasil é mais elevado que o praticado na China e em outros mercados. Maior agravante ainda é o fato de que mesmo no Brasil, os preços chineses são mais competitivos, de modo que a importação de aço chinês é, por vezes, mais vantajosa que a aquisição das siderúrgicas nacionais. Isto cria um problema não somente para a indústria automobilística, mas também para outras indústrias que têm o aço como sua principal matéria-prima, a exemplo da indústria naval.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Em junho deste ano, o presidente da Petrobras apontou para este disparate:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;"Nem o preço do petróleo nem a taxa de câmbio explicam essa diferença entre o preço internacional e o preço brasileiro"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Calibri"&gt;, disse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;O que está nas entrelinhas do discurso do presidente da petrolífera é a acusação de que a siderurgia nacional carteliza os preços. Isto parece ser tema recorrente nos principais setores econômicos nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Não é sem peso a reclamação da indústria nacional quanto ao preço do aço. Entretanto, as diferenças existentes não justificam a diferença entre os preços. Mais, as siderúrgias nacionais têm reajustado seus preços e práticas para satisfazer a indústria responsável por 30% de suas vendas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;"A indústria automobilística responde por cerca de 30% das vendas do setor siderúrgico no Brasil. Já o aço responde por cerca de 50% do custo total de insumos de um veículo, segundo o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. Com relação ao preço final do automóvel, equivale, em média, a 20%.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;As siderúrgicas brasileiras pararam de reajustar o preço do aço para a indústria automobilística no ano passado, conforme Belini, que também é presidente da Fiat no Brasil. A interrupção das altas ocorreu quando as montadoras passaram a aumentar as importações do insumo, devido ao chamado prêmio, ou seja, diferença de preços nos mercados externo e interno."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A indústria automobilística encara ainda como parte do problema as péssimas condições de transporte, com estradas deterioradas e ultrapassadas, portos abarrotados e a pesada burocracia portuária, linhas ferroviárias inexistentes, tudo isto somado à deficiente segurança pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A matriz brasileira de transportes já desvela o problema. Mais de 60% de toda logística nacional é feita por via rodoviária, enquanto nos Estados Unidos, cite-se, a maior parte se dá pela via ferroviária (41,5%) contra meros 27,7% em rodovias.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Os custos com transporte no Brasil representam 11,6% do PIB contra apenas 8,7% nos Estados Unidos. A diferença de mais de 33% é significativa. Mas seriam estes itens os verdadeiros vilões do preço final do automóvel no Brasil?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Outrora se justificou o alto preço do carro no Brasil com um argumento adicional aos já mencionados. O baixo potencial de compra e, por conseguinte, reduzidos níveis de consumo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;"O mercado brasileiro de automóveis nos últimos dois anos experimentou um crescimento surpreendente, a despeito até dos temidos efeitos da crise financeira global de 2008. Por esta razão, o ano de 2011 é visto por muitos como o início da adequação. Não que o mercado não vá crescer. Mas também não deve ter números tão dilatados quanto 2010. Este ano, o aumento de vendas beirou 10% sobre 2009. Já 2011 deve registrar um crescimento de 5,2% sobre 2010, segundo as projeções da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Um índice elogiável para os executivos do setor. “Crescer acima do PIB, que deve aumentar em 4,5%, é algo bastante saudável. Em nenhum outro país a indústria vai crescer nessas projeções”, afirmou Rogério Cesar de Souza, economista chefe do Iedi – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o Governo Federal encomendou uma pesquisa que indica que até 2025, o mercado brasileiro de veículos automotores vai alcançar a marca dos 6,8 milhões anuais, o dobro dos 3,4 milhões comercializados em 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;A perspectiva de crescimento é fenomenal, mas os números atuais do mercado já dão mostra de quão grande é o mercado. Com o volume atual, o Brasil é o 5&lt;sup&gt;O&lt;/sup&gt;. maior mercado automobilístico do mundo, ficando atrás apenas de: Estados Unidos - que recuperou sua posição, China, Japão e Índia. Atrás do Brasil ficam grandes mercados como Alemanha, França, Itália e Rússia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;A tendência é a de que o Brasil, recuperando-se do pequeno soluço provocado pela crise mundial, ultrapasse em breve a Índia, ocupando o 4&lt;sup&gt;O&lt;/sup&gt;. lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;É inconteste que o Brasil ocupa lugar de destaque na indústria automobilística mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;General Motors (GM) obteve em 2010 um lucro mundial de US$4,7 bilhões, tendo o Brasil contribuído sozinho com US$800 milhões deste montante ou 17%, aproximadamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A Fiat Brasil, por sua vez teve lucros líquidos na ordem de R$1.6 bilhão em 2010. Mundialmente, acumulou lucro de R$5 bilhões (EUR 2 bilhões), de sorte que o Brasil lhe gerou 32% dos lucros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Já a Ford, em 2010, teve lucro líquido de US$6,6 bilhões com o Brasil como seu segundo principal mercado, atrás somente dos Estados Unidos. No Brasil, os ganhos superaram US$600 milhões, quase 10% de toda operação internacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A Volkswagen teve em 2010 o&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;maior lucro de sua história – de US$9,9 bilhões. Aí, o Brasil representou 15% das vendas da marca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Outra grande prova da relevância do Brasil para este mercado é a recente invasão de marcas chinesas - em franca expansão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;De acordo com dados da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas de Importadores de Veículos), as marcas originárias do gigante asiático foram responsáveis por 16,3% das vendas dos carros importados de marcas associadas à entidade em 2010, o que equivale a 17.266 dos 105.858 carros importados ligados à associação e comercializados no país no ano passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Desde sempre, o Brasil tinha seu mercado automotivo dominado, quase que exclusivamente pela Fiat, Ford, Volkswagen e GM. Com a abertura do mercado, vieram outros concorrentes, chegaram os carros franceses: Renault, Peugeot, Citroen, os japoneses: Honda,Toyota e os coreanos Hyundai e Kia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Agora vêm os chineses. Nos últimos dois anos, sete montadoras da China começaram a trazer carros para o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; "&gt;Os chineses estão ganhando espaço. Em 2011, os números parciais dão indícios de um crescimento de participação no mercado de veículos importados de aproximados 16% para 23%. O grande diferencial destes carros é o seu preço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Para enfrentar essa nova invasão as indústrias nacionais estão se movimentando com a redução de margens de lucro, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Bellini. Segundo ele &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;"Reduzimos a margem de preço para ficarmos mais competitivos."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Esta redução, entretanto, está longe de agradar o bolso dos brasileiros. A mídia, até hoje silente, parece começar a adentrar o assunto. Ford, Fiat, Volkswagen, GM, Peugeot, Renault, Hyundai, Kia e outras são responsáveis por grande parte das receitas dos veículos de informação. O conflito de interesses é evidente e, talvez por isto, a temática não tenha irrompido antes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Agora, com o fortalecimento do mercado interno, o tópico ganha força e afora as pressões da competição, o próprio mercado exige mudanças. O jornalista Joel Silveira Leite escreveu recentemente dois textos onde disseca algumas das problemáticas que circundam o assunto. O tema ganhou vulto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;O que se pode esperar é que o brasileiro conheça mais a fundo a questão e compreenda que, ainda que haja problemas relevantes que contribuem para o incremento do preço dos veículos no país, são as altas margens de lucro e não qualquer outro elemento que decidem pela manutenção dos preços em níveis tão elevados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;O verdadeiro "Custo Brasil" é a falta de educação. E este não se reverte negativamente para a indústria nacional de automotores, ao contrário a imuniza contra potenciais ataques. O Brasil e os brasileiros não contestam ou mesmo questionam ativamente este que é um problema real, que afeta diretamente a economia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;A redução do preço deste que é um componente tão relevante nos custos das empresas nacionais e no orçamento das famílias de classe média teria efeitos práticos positivos, mormente a maior disponibilidade de recursos para investimento ou outra forma de dispêndio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Especialmente na classe média, a contração de empréstimo para aquisição de um veículo representa um gasto alto no orçamento familiar. A redução destes valores permitiria a aquisição de outros bens de consumo, ou mesmo a alocação de recursos em lazer etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri"&gt;Uma investigação mais séria da questão alcançaria, certamente, um questionamento: há a formação de cartel entre as companhias da indústria automobilística nacional? E se há, isto não constitui crime contra a ordem econômica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-1313848520104995486?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/1313848520104995486/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=1313848520104995486' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1313848520104995486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1313848520104995486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/07/blog-post.html' title='Custo Brasil.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-4777234173790074471</id><published>2011-06-16T14:42:00.001-07:00</published><updated>2011-06-16T15:16:48.896-07:00</updated><title type='text'>Uma oportunidade dispensada.</title><content type='html'>O Estado tem a função precípua de tutelar os interesses dos seus cidadãos. Fosse a realidade semelhante à teoria, Sergipe teria uma oportunidade singular de compreender como se opera a relação Estado-cidadão e como se dão as mudanças de comportamento diante das normas impostas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faço me compreender melhor. Já há algum tempo, o trânsito da cidade de Aracaju e, salvo engano, do restante do estado, já não mais são controlados por meio de equipamentos eletrônicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vontade do Estado na regulamentação do trânsito não deveria ser outra senão a de torná-lo o tanto mais seguro quanto possível, seja por meio da instrução e educação ou pela punição às condutas delituosas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No município de Aracaju, entretanto, transparece a voracidade com que se deseja aferir receita por meio das multas, ora aplicadas por equipamentos eletrônicos ou pelos agentes de trânsito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quase que imediatamente após a determinação judicial que suspendeu o funcionamento dos radares eletrônicos, a SMTT e o próprio Detran arvoraram-se em promover campanhas de segurança no trânsito, antecipando o que seria um cenário de insegurança, destruição e morte. A conduta seria louvável se apenas algumas semanas após a suspensão, município e estado não houvessem alardeado um crescimento nos acidentes e mesmo nos congestionamentos no trânsito sergipano que, acho, não se constata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não estando devidamente munido de números que dêem sustentação a esta opinião, como mero motorista que transita diuturnamente pela capital, enxergo que no todo, o trânsito melhorou. Faço, contudo, algumas ressalvas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho notado que os congestionamentos, ainda que persistam, tendem a se dissipar com mais rapidez do que anteriormente. É notável, como o trânsito está mais fluido. Isto, creio, deriva do desrespeito a limitação dos meros 60km/h nas avenidas de grande calibre da cidade, com os veículos transitando regularmente entre 70km/h e 80km/h.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De outro lado, a falta de fiscalização eletrônica nos cruzamentos e sinais de trânsito tem dado cabo a uma série de transgressões e desrespeitos. Condutores que normalmente arrefeceriam os ânimos diante do receio de serem multados, transpõem as intersecções mesmo diante dos sinais de alerta (amarelo) ou pare (vermelho) dos semáforos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A despeito disto, não pude notar um incremento nos acidentes. Aracaju, de maneira geral, é uma cidade bem sinalizada, cujo trânsito é naturalmente regido pelo próprio planejamento urbano da cidade. A cidade toda planejada em "xadrez" com a grande maioria das ruas intercomunicando-se e entrecortando umas às outras. Além disto, o grande número de semáforos, redutores de velocidades e afins, já contribuem para uma baixa velocidade média dos veículos, reduzindo não só o número de acidentes e colisões, mas também a sua gravidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se as autoridades locais tomassem o atual cenário como uma oportunidade para aprender, poderiam depreender daí um sem número de dados e informações essenciais, especialmente quanto as reais constrições do trânsito da capital, o que - verdadeiramente - coíbe a conduta transgressora no trânsito, como criar campanhas educacionais de trânsito mais eficientes etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No afã de incrementar as receitas públicas, todavia, o município busca formas de burlar a determinação judicial. A SMTT vinha autuando condutores delituosos por meio das câmeras de segurança espalhadas pela cidade, o que foi considerado também ilegal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma pena é que o Estado que se diz voltado aos interesses públicos exiba este comportamento de locupletar-se, pura e simplesmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-4777234173790074471?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/4777234173790074471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=4777234173790074471' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/4777234173790074471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/4777234173790074471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/06/uma-oportunidade-dispensada.html' title='Uma oportunidade dispensada.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-7179289661436804588</id><published>2011-06-08T06:00:00.001-07:00</published><updated>2011-06-08T06:00:49.006-07:00</updated><title type='text'>A província que é o Brasil.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Não é tarefa fácil apontar os problemas brasileiros. Não porque não sejam evidentes, mas por sua enorme quantidade e variedade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;O Brasil, na verdade não é uma nação. É, sim, uma grande província cujos problemas se expõem no factóide que são as suas instituições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Uma verdadeira democracia é intrinsecamente dependente da força de seus institutos, os quais devem se sobrepor aos interesses e vontades individuais. Esta nossa província, entretanto, não é fruto de um contrato social, mas de um acordo entre poucos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Em vários aspectos, a cultura do coronelismo ainda persiste, por vezes transmutada e um tanto mais sofisticada. É perceptível que o instrumental para questionar e contestar os autoritarismos e subjetivismos é inoperante e corrobora com o continuísmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;São reiterados os abusos que partem de cada um dos três poderes, sem que lhes pese qualquer repercussão maior. A força do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;establishment&lt;/i&gt; é tamanha que não se enxerga – ao menos em um futuro próximo – qualquer possibilidade resolução do problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Uma diversidade de indicadores socioeconômicos aponta para o crescimento do país e a melhoria das condições de vida, mas não revelam as mazelas que ainda persistem e assim permanecerão por um longo período. O curioso é notar que não há tensão social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Curioso porque, há muito, a maior parte da população não é assistida por sistemas de saúde, segurança ou educação minimamente funcionais e não consigo crer que esta passividade seja produto tão somente da política de pão e circo que se perpetua. Penso que é algo cultural.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Não se admite que estes que são o tripé de uma sociedade em desenvolvimento – saúde, segurança e educação – permaneçam sem a devida atenção, salvo se a inação for uma condição introjetada culturalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Costuma-se dizer que o brasileiro é essencialmente feliz. Somos conhecidos mundo a fora assim. Opino em contrário. O povo brasileiro é comodista não é proativo. Surpreende que consigamos tratar problemas tão relevantes e pertinentes a nós com&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;o&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;distanciamento de quem lhes é alheio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Tratamos de malgrados que nos afligem há décadas com a superficialidade de um debate de mesa de bar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Não me é desapercebido o ciclo vicioso que passa pela manutenção do povo em estado de necessidade em benefício da manutenção de seletos grupos sociais e econômicos no poder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Não me olvido, da mesma forma, que somos uma democracia jovem e, por isto, ainda estamos forjando nossa identidade nacional e conceitos próprios de sociedade. Nada obstante, insisto que, em sua maioria, a população percebe que detém o poder e que a mudança lhe cabe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Se possível fosse pontuar uma única condição social e cultural, arriscaria que o problema reside no fato de que somos um país cujos cidadãos, por assim dizer, ainda não conseguiram alcançar o conceito do coletivo e se fixam nas individualidades e pequenezas. Não há um esforço concentrado em grandes objetivos nacionais ou mesmo regionais. Há, sim, um anseio individual da maioria em revestir-se de autoridade e força. Os que não partilham deste falso revanchismo aguardam que alguém lhes salve, abrindo caminho para um perigo maior que é, ceder a uma classe específica de político, maior poder do que é salutar e necessário para o exercício do cargo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Nem todos, todavia, persistem impassíveis. Dentro de um ambiente diminuto e limitado, alguns avançam econômica, social e politicamente, fazendo-se – por vezes – respeitar e ouvir, a ver o novo empresariado nacional, constituído de pequenos e médios empresários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Esta condição cultural atrasada, no entanto, é tão arraigada que faz com que o sucesso seja sempre atribuído a uma malfeitoria ou ao acaso e jamais é associado ao talento, esforço, resiliência ou persistência. Em um reduto de mediocridade, os poucos que renegam a condição de subjugação, que se quer impor como natural, são denegridos e acossados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Somos um país capitalista que refuta os princípios mais básicos desse sistema de produção. Tampouco somos socialistas, dada a incompatibilidade desse sistema com a concentração de renda e dos meios de produção que aqui prevalece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Rechaçamos a competição; estendemos regalias aos trabalhadores sem que lhes possa exigir contrapartida; estrangulamos a produção com a pouca oferta e alto custo do crédito; sufocamos a economia com a tributação excessiva; nos rendemos a pressão dos mercados externos – exportamos produtos com baixo valor agregado e importamos produtos com alto agregado de valor –; damos tratamento especial ao capital estrangeiro, mesmo o especulativo; usamos mal o dinheiro público que esvai-se não somente pela corrupção mas pela inépcia; fortalecemos as complexidades e burocracias comerciais; abafamos os movimentos populares etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;Somos, enfim, uma província. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:10.0pt;text-align:justify;text-justify: inter-ideograph"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-7179289661436804588?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/7179289661436804588/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=7179289661436804588' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/7179289661436804588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/7179289661436804588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/06/provincia-que-e-o-brasil.html' title='A província que é o Brasil.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-2395337748618205397</id><published>2011-04-28T18:16:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T19:08:35.776-07:00</updated><title type='text'>Falham os três poderes.</title><content type='html'>Em um Estado democrático, tal qual se declara o Brasil, o poder emana do povo. Todavia, em virtude das grandes complexidades sociais e econômicas, instauram-se sistemas representativos em que elegem-se membros da sociedade para agir no interesse do bem comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder, em sua essência, é uno. No entanto, em virtude da manutenção de uma relação de equilíbrio, ele é seccionado em três distintas competências, essenciais à sociedade. São estas competências atribuídas ao Executivo, Legislativo e Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes três poderes, em tese, contrabalanceiam-se e compõem o verdadeiro sustentáculo da democracia. Enquanto o Legislativo edita normas que regulam o contrato social, o judiciário se assegura do cumprimento e respeito ao arcabouço normativo e o executivo administra as atividades do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No expediente das idéias, este sistema exibe-se perfeito. É assim também a Constituição Federal: irretocável. Não obstante, a nós conhecedores de nossa pátria cumpre indagar: onde então reside o problema fundamental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é evidente que há uma multiplicidade de problemas difusos de todas as naturezas, mas o questionamento é mais profundo. Qual é o elemento basilar deste sistema, dito democrático, responsável por sua ruína?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Residiria o problema na imensidão de instrumentos normativos e sua má qualidade, na ineficiência e despreparo dos julgadores ou simplesmente na absoluta incompetência administrativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu ver é a exata soma destes fatores que redunda na falência do país como um todo. Um elemento, todavia, emerge - opino - como crucial. A impunidade. Não há democracia se a lei não vale para todos e se carece de força. A essência da democracia é justamente a igualdade de todos perante a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impunidade se reflete em todo e qualquer aspecto da vida cotidiana. Todos os problemas endêmicos no Brasil poderiam ser extirpados a partir de uma única conduta: o fim da impunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é uma mera questão de educação e, sim, de repressão. Desde as pequenezas da vida, o brasileiro não sente a presença do Estado. Não se amedontra quando comete imprudências no trânsito, quando ocupa uma vaga pertencente aos idosos e deficientes físicos, quando joga lixo nas ruas, quando oferece propina, quando adquire CDs e DVDs pirateados, quando desrespeita filas, quando consome drogas ilegais, quando não recolhe as fezes de seu animal de estimação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro não teme a lei. E, se isto se nota nas miudezas, também assim o é em todo o resto. Ao contrário, não há temor. Há a institucionalização do ilícito. Superfaturamentos, propinas, desvio de verbas, favorecimentos, abusos de poder etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê não praticar o ilícito, quando se apresenta tão vantajoso? Não há punição. São diminutos os casos em que se possa, verdadeiramente, apontar a dura aplicação da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo apresentar qualquer tipo de solução pois a desconheço. Sugeriria, contudo, o aperfeiçoamento do sistema criminal. Não estou certo de que chegamos ao patamar em que um candidato a presidência tratará como central este tema: a impunidade. Há ainda a pobreza, a falta de infra-estrutura e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero, legitimamente, que alcancemos este ponto. De nada adiantarão boas escolas, bons hospitais, boas rodovias sem que o povo brasileiro entenda que suas ações implicam consequências. O fim da impunidade será o início da democracia. A verdadeira democracia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-2395337748618205397?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/2395337748618205397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=2395337748618205397' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/2395337748618205397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/2395337748618205397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/04/falham-os-tres-poderes.html' title='Falham os três poderes.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-5452090408876934392</id><published>2011-04-28T09:25:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T10:07:34.985-07:00</updated><title type='text'>Comédia e Opinião.</title><content type='html'>Num estado em que predominam os abusos do poder político e econômico, desponta mais um destes exemplos na conduta adotada pela Universidade Tiradentes (Unit), em seu recente embate com os humoristas do grupo "Os Melhores do Mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declarada e assumidamente, membros do referido grupo de comédia realizaram apresentações na capital de Sergipe, Aracaju, e além de outras referências a elementos da cultura local, mencionaram repetidas vezes a Unit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desnecessário dizer que, sendo comediantes, tais menções tiveram apelo jocoso. Sim, este é o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, e é sem qualquer pretensão subjacente que assim fazem os comediantes, em seus comentários não foi qualquer juízo de valor, mas tão somente um apelo àqueles marcos culturais que referenciam um dado lugar onde se realiza uma apresentação, tornando, assim, a piada mais próxima dos seus interlocutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso no teatro, o citado grupo tem o seu primeiro encontro com a Justiça no nosso pequeno estado, onde as forças descomunais da ditadura do dinheiro ainda se sobrepõem ao bom senso, razoabilidade e, por que não dizer, justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade Tiradentes, alegadamente em defesa de seus egressos e estudantes, pôs se na posição de parte autora de um processo judicial em que aludiu ao grande dano causado pelas "infâmias" lançadas pelo grupo. Atribuiu à causa o valor de R$200.000,00 (duzentos mil reais), valores os quais foram devidamente bloqueados, sem ouvida das contra-partes, nas contas pessoais dos humoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não dizer cretina, a ação da universidade é desmedida. Mais ainda a da Justiça local que, acatando as premissas dos fatos narrados e do pedido como verídicas, procedeu ao bloqueio das quantias nas contas dos comediantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que nenhum dos noticiários locais trará à baila esta notícia, supostamente indigna de seus meios de comunicação permeados com informações mais nobres. A pergunta é por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que a Unit até recentemente auto intitulava-se "instituição filantrópica", em seu objeto social. Sim, de fato a universidade possui uma série de programas filantrópicos, mas não é este o seu objeto precípuo. Isto é apenas uma pequena mostra de sua potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se ainda que o comando da Universidade Tiradentes pratica o mínimo da democracia quanto possível. Isto porque seus regentes acostumaram-se com os poderes que os tempos da Ditadura Militar lhes conferia e, hoje, suportam-se no sobrepeso de suas finanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de humor da entidade de ensino é criticável, mas sobretudo merece repúdio esta modalidade de perseguição. Por motivos menos claros que se quer expor, é descomunal a proporção de forças que aqui se contrabalanceiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, como alega, tivesse a Unit se sentido ofendida, lhe bastaria ter estendido aos humoristas uma a oportunidade de retratação. Certamente, não há qualquer prejuízo material. Diria, tampouco, moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me, como sergipano, envergonhado. Se é que me é dada esta concessão, desculpo-me pelos meus conterrâneos. Não ladeio aos humoristas por sua condição de fama ou repercussão nacional, mas tão somente por crer piamente no que eles representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que qualquer instrumento informativo, ainda que valendo-se da comédia como recurso, é válido. O humor tem o condão de, acima de tudo, apontar falhas. Por consequência, creio, a comédia induz a auto-reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou formado em Direito pela Unit e posso apontar-lhe um sem número de qualidades, boas e ruins. O texto humorístico, ao contrário do jornalístico, depende mais do interlocutor do que do próprio emissor. Se resultou em riso a apresentação do grupo Melhores do Mundo, é porque encontrou amparo na platéia que se fez presente. O riso ecoa o reconhecimento do que é dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais. Acredito no direito pleno e irrestrito de pensar e dizer. Em países desenvolvidos, é possível declarar-se, inclusive, odioso das minorias. Não lhes é dado rechaça-las ou, de qualquer maneira, prejudicá-las ou contra elas praticar pré-conceito, mas até a mais absurda idéia encontra amparo legal para ser proferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo é ruim, mas mostra a cautela com que agem os judiciários estrangeiros em tolher o pensar e o dizer. Herdamos isto dos revolucionários franceses, muitos açoitados pela idéia de liberdade, fraternidade e igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero equivaler piadas desconexas às idéias que fizeram prevalescer a democracia sobre o estado absoluto, mas entendo que - a despeito do seu conteúdo - as idéias gozam da mesma proteção do Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogo, especialmente àqueles que construíram suas carreiras políticas sobre constantes embates com a Unit, que compareçam a este tema e exibam-se defensores da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais e no aguardo de um processo judicial,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Ferreira Soares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-5452090408876934392?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/5452090408876934392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=5452090408876934392' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5452090408876934392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5452090408876934392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/04/comedia-e-opiniao.html' title='Comédia e Opinião.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-49654528892945964</id><published>2011-03-31T04:48:00.001-07:00</published><updated>2011-03-31T14:21:38.486-07:00</updated><title type='text'>O Brasil do Politicamente Correto.</title><content type='html'>Vivemos o início do que parece ser uma nova era na história brasileira. É possível observar melhoras sensíveis nos indicadores econômicos e sociais, ainda que haja um sem número de mazelas que ainda pendem resolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o crescimento econômico, os reflexos da melhor distribuição de renda e o maior alcance dos programas sociais, os brasileiros passam a ter acesso a um volume maior bens de consumo e, sobretudo, informação, seja por exposição direta ou indireta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação, entretanto, é percebida de forma distinta por pessoas de escolaridade diferente. Em regra, as pessoas com menor evolução educacional tem menores subsídios para processar a informação e construir um conceito a partir daí. Normalmente, estas pessoas absorvem quase que sem crítica as informações dos grandes veículos, tendo-os por paladinos da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ocorre com a informação adquida pela internet. Neste caso com uma diferença crucial. A rede mundial de computadores tem uma maior vocação para distribuir conteúdo de forma rápida e, assim, muito se perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste novo momento histórico, é notável o processo de aculturação a que estamos nos submetendo. Digo aculturação em seu sentido antropológico. Evidenciam-se influências difusas de culturas alheias às nossas que, por algum motivo cuja compreensão me falha, estão sendo paulatinamente introduzidas ao nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande mostra disto é a cultura do politicamente correto. Num movimento coroado pelo governo Federal, com a confecção de uma cartilha que foi inicialmente hostilizada pela mídia e população, hoje impera a chatice do politicamente correto, em que prevalece o eufemismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, compreendo a lógica que suporta a cultura do politicamente correto. Por centenas de anos a linguagem e a cultura vigente adaptaram-se para manter estáticas as castas sociais, inibindo a dinâmica de ascensão. Isto se fez das mais variadas maneiras, desde o Brasil Império, quando os movimentos populares recebiam termos jocosos que lhes atribuíam menor valor; durante a ditadura, quanto aos movimentos culturais; ou mesmo hoje, quando expressões sócio-culturais populares são tidas como de menor valor, a citar o forró.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, repudio esta cultura do politicamente correto. Não excluo a possibilidade de ser eu o involuído, mas reitero minha oposição a isto que, ao contrário do que pretende, firma ainda mais os estereótipos, instruindo-nos a evitá-los não somente na linguagem, mas na conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, foi ao ar um programa televisivo em que o deputado Jair Bolsonaro expôs seu repúdio ao homossexualismo e, aparentemente aos negros, associando-os à promiscuidade. Surgiram em seguida uma série de movimentos, inclusive na Câmara dos Deputados, contrários à postura do político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apóio qualquer forma de preconceito, ao contrário. Defendo, contudo, o livre direito de expressão. Moralmente, me oponho ao ideário do deputado. No entando, defendo o direito que lhe é assegurado constitucionalmente para tornar público o seu pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico. A moral não está compreendida pelo Direito, nem tampouco o oposto. Há fatos regulados juridicamente que padecem de qualquer juízo moral, da mesma forma que há condutas morais que não estão subjugadas ao ordenamento jurídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bojo do vídeo exibido, três perguntas foram grande objeto de crítica. Os tópicos são variados porém controversos: drogas, homossexualismo e racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntado o que faria se seu filho fizesse uso de entorpecentes, respondeu: "Daria umas porradas nele". Na sequência, ao ser questionado o que faria se tivesse um filho homossexual, replicou: "Isso nem passa pela minha cabeça, porque eles tiveram uma boa educação. Sempre fui um pai presente, então não corro este risco". Num outro instante foi indagado pela artista Preta Gil, filha do ex-Ministro da Cultura e músico Gilberto Gil, qual seria a sua posição se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra. A esta pergunta respondeu: "[...] não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro este risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande furdunço se ergueu em torno das declarações. Pessoalmente, não observo qualquer ilegalidade aí. Mais. Este reboliço, opino, é resultado de hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, quando o governo federal intentou aprovar lei que impedia os pais de valer-se do recurso físico para regrar e educar seus filhos, uma grande discussão tomou a sociedade, que majoritáriamente se opôs ao regramento. Agora, o deputado é rechaçado por reverberar a voz daquela mesma população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, o deputado ecoa os valores de uma boa parte dos católicos que, a propósito, são a maioria do eleitorado nacional. Também assim se posicionam os ditos evangélicos. Ele apresenta o homossexualismo como exceção à regra e expõe o seu eventual descontentamento na hipótese de um de seus filhos revelar-se homossexual. Ora, ainda que devamos ser tolerantes com qualquer que seja a opção sexual de cada indivíduo não podemos ser compelidos a apoiar a sua escolha. Nos é dado opinião e juízo de valor próprios, nos sendo vedado tão somente discriminar quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em última instância, não fica claro se a resposta de Bolsonaro está fora do contexto da pergunta. Ele não a responde diretamente e, senão por inferência, não se pode determinar se associa negros (ou somente a artista Preta Gil, ou mesmo o meio artístico) a promiscuidade. É preciso ter acesso a filmagem sem cortes e edição para melhor compreender a posição do deputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nota, Bolsonaro explica não ter compreendido a pergunta. É o que, de fato, parece, inclusive tendo sido ratificado pelo apresentador do programa em que foi ao ar a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das pessoas que pedem a cassação do deputado não compreendem que, mesmo que suas opiniões desagradem, lhe assiste o direito de expô-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim desagrada a cultura de eufemismos e do politicamente correto. Nos Estados Unidos, a exemplo, onde já vigora o império de chatices não há mais aleijados, somente indivíduos com dificuldades físicas; não há anões, há indivíduos com dificuldades verticais; não há negros, mas afro-descendentes; não há putas e, sim, profissionais do sexo... e assim a lista se estende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto cada vez mais se aproxima do Brasil. Teremos não só que mudar a forma de falar, mas principalmente, deveremos prestar atenção nos estereótipos. Ainda que não o reconheçamos, devemos aprendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que isto, teremos que nos filiar a comportamentos sociais ou nos calarmos. Será a democracia dos estereótipos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-49654528892945964?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/49654528892945964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=49654528892945964' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/49654528892945964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/49654528892945964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/03/o-brasil-do-politicamente-correto.html' title='O Brasil do Politicamente Correto.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-8149279102530905946</id><published>2011-03-19T20:16:00.000-07:00</published><updated>2011-03-19T21:33:34.650-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já há algum tempo não escrevo. Na verdade, a vontade de fazê-lo é latente todo o tempo, mas a auto-crítica não me permite tornar público aquilo que não acredita ser suficientemente bom. Curioso é que, se tenho a vontade de escrever algo que  é um produto do meu pensar, este material deveria ser considerado - ao menos por mim - bom. Não é assim que funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer sorte, diferentemente das recentes incursões literárias, em que me arvorei a tecer críticas e comentários políticos os quais, a propósito, a minha auto-crítica àquele tempo aprovou mesmo que hoje eu os re-leia com um crivo mais acentuado, hoje me propus a revisitar outros tópicos e sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou alguém que costume se arrepender de algo que fez ou deixou de fazer. Não consigo honestamente lembrar de nada que tenha me causado verdadeiro arrependimento. Obviamente, se pudesse voltar no tempo, mudaria algumas coisas, mas nada que produza o sentimento de arrependimento. Sou essencialmente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca sei se junto ao adjetivo feliz ou ao substantivo felicidade devo usar o verbo ser ou estar, mas como a condição de estar satisfeito consigo próprio e com as andanças da vida - se é que isto é felicidade - me parece ser perene, digo ser essencialmente feliz. Como todo ser humano, entretanto, sempre busco novas coisas e a sensação de insatisfação é igualmente duradoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço este pequeno intróito porque me peguei relembrando uma fase bem específica da adolecência e não pude deixar de comparar à realidade presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do início dos 16 ao fim dos 18 anos, me desprendi de algumas responsabilidades e decidi viver o presente. Cursei neste período os 2o. e 3o. anos científicos que precediam o vestibular e, consequentemente, a universidade. Mas foi um período muito curto, e que antecedeu estes dois anos, que me propiciou tudo isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudei quase toda a minha vida em uma escola privada, então considerada uma das melhores existentes no estado. Estando em uma cidade pequena, como é Aracaju, além de princípios católicos, esta escola se pautava pelos valores da sociedade em que estava inserida. Me parece, contudo, que esta escola tinha se perdido no tempo, já que surgiam escolas com metodologias de ensino mais modernas, mais tolerantes às individualidades de cada um, enquanto esta parecia prostrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez pela influência de pais educados no Sudeste, sempre vanguardista, com uma visão distinta das coisas, ainda bem novo me lembro de notar quão retrógrado tudo aquilo parecia: silenciar e rezar antes do início das aulas, subir as escadas em fila, uniformes escolares andróginos, livros plastificados em um horrendo padrão com bolinhas azuis ou vermelhas, meninas proibidas de usar qualquer tipo de maquilagem ou bijouterias, a restrição aos namoricos, caderno de verbos, os chamados "bilhetinhos" que reportavam aos pais o mau comportamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo, amei tudo isto. Até que, subitamente, já não suportava aquilo. Foi quando quis mudar de escola, de ambiente e até de amigos. Tudo parecia tocado e afetado por aquela redoma que parecia me limitar ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com toda a insistência que só um adolecente pode ter, não tive êxito em convencer meus pais de que eu precisava mudar de escola. Afinal, havia estudado ali desde os 3 anos de idade. Era, para eles, um ambiente de conforto e segurança e faltavam apenas 2 anos para o fim do colegial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, todavia, passei a apenas tolerar a frequência escolar. No fim do ano letivo, quando os pais devem fazer a rematrícula, insisti novamente, na esperança de que fosse ouvido. Novamente sem sucesso, apelei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo que estudava na mesma escola estava transferindo-se para uma outra que, aparentemente, era a grande novidade do momento. No dia da sua matrícula, acompanhei ele e seu pai para conhecer o estabelecimento e colher mais recursos para persuadir meus pais. Não é preciso dizer que adorei tudo que vi. Todas aquelas pessoas diferentes, ambiente diferente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da matrícula deste meu amigo, seu pai foi informado de que haviam poucas vagas disponíveis e que aquele seria o último dia para novas inscrições. Fiquei completamente desolado. Teria de ficar pelo menos mais um ano naquela escola decrépita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai deste amigo, certamente notando o meu descontentamento, ouviu o meu pleito e se ofereceu para emprestar o dinheiro da minha matrícula. Ele sempre foi o tipo de pai que dava ampla liberdade de escolha aos seus filhos e, por isto, acreditou que assim também fossem os meus. Aceitei o seu empréstimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo dia, ainda exultante, resolvi impor a minha decisão aos meus pais. Disse-lhes que havia me matriculado em outra escola e que não havia qualquer hipótese de continuar naquela escola. Foi um reboliço. Até o meu avô que era, sobretudo, meu grande amigo voltou-se contra mim, tamanha a minha "petulância".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, o meu ato serviu para convencer os meus pais, mas não ao meu avô (ele era de um outro tempo), de que aquilo não era somente um capricho. Era algo que eu realmente desejava. Depois de eles terem visitado a nova escola e conhecido parte do corpo dicente, contentaram-se e permitiram que eu começasse esta nova jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, uma nova vida começou. Ou melhor dizendo uma nova versão de mim nasceu. Tudo aquilo que não tinha anteriormente, passei a ter. Nesta escola eu era ouvido e respeitado. Não era somente parte de uma massa homogênea. Lá eu me diferenciava pelas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a escolher os meus amigos e não me ater aqueles que tinha por conveniência, afinal convivia com muitos por mais de uma década. Passei a namorar, sair, frequentar outros lugares, conhecer outras coisas. Tudo muito novo e muito excitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei dois anos nesta escola. Com os amigos que lá fiz, vivi muitas coisas boas. Estudava só o suficiente para manter a minha liberdade. Foi um período de pouca ou nenhuma responsabilidade. Não tinha maiores obrigações e podia, simplesmente, desfrutar daquilo que gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje lembrei de tudo isto e fiquei um tanto nostálgico. Não pelo momento em si. Para mim, esta vívida lembrança me basta. Agora, o que me importa são o presente e o futuro. Mas senti saudades de quem eu fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de mim hoje, mas esta versão de mim e que em parte se perdeu, ainda me deixa grandes lições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-8149279102530905946?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/8149279102530905946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=8149279102530905946' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/8149279102530905946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/8149279102530905946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2011/03/ja-ha-algum-tempo-nao-escrevo.html' title=''/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-1541440312764937655</id><published>2010-11-07T17:21:00.000-08:00</published><updated>2010-11-07T17:52:38.700-08:00</updated><title type='text'>Endividamento público.</title><content type='html'>O Deputado Federal Ivan Valente, do PSOL de São Paulo, propôs e conseguiu promover a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) cujo objeto foi o estudo da Dívida Pública da União e demais entes federativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu voto, de 05 de maio de 2010, está disponível para leitura e deveria ser cuidadosamente observado pelo poder público, pois descreve um problema de suma relevância, ao mesmo tempo que aponta os beneficiários da manutenção desta extrapolante dívida, bem como os prejuízos daí decorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deputado Ivan Valente propõe, sobretudo, a criminalização da manutenção da dívida pública, sob o argumento de que ocasiona danos materiais ao país. Suas aduções são contundentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 2009, os juros e amortizações da dívida consumiram 35,57% de todo o orçamento federal, mesmo excluída a sua "rolagem" o que, segundo assevera o parlamentar, é inconstitucional, especialmente considerando que educação e saúde receberam apenas 3% e 5% do orçamento, respectivamente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Considerando-se a "rolagem" da dívida, os juros e amortizações da dívida consumiriam 48% do orçamento federal, totalizando R$498.240 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O estoque da dívida, calçada por títulos do Tesouro Nacional brasileiro, era em 2009 de R$2.036 trilhões. A aplicação de uma metodologia de cálculo distinta aponta uma dívida de "apenas" R$1.4 trilhões. Esta metodologia, entretanto, apesar de adotada pelo Governo Federal é ilegal e, por recomendação da CPI, a lei que regula a matéria deverá ser aditada para garantir a aplicação da forma correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O acúmulo da dívida pública anulas os ganhos com as reservas do Tesouro Nacional, de modo que em 2009, o Brasil amargou perdas de R$147 bilhões, o que foi deliberadamente omitido pela Receita Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão que define a taxa de juros básica e define as expectativas de inflação e outras variáveis, realizam consultas a "analistas independentes", representantes dos diferentes setores da sociedade civil. Todavia, os bancos são majoritariamente representados, com 51% dos membros, conforme ocorreu na 36˚ Reunião do Banco Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O suposto pagamento da dívida externa é fictício. Em 2009, o valor era de R$267 bilhões. O suposto pagamento da dívida é um factóide. O Governo Federal realizou uma operação em que pagou antecipadamente uma dívida de R$15,5 bilhões de reais, remunerada a juros anuais de 4% ao ano, por títulos da dívida interna, remunerados a 19,5% ao ano, reduzindo o estoque da dívida, porém aumentando o seu custo efetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os juros internacionais foram majorados unilateralmente pelos países credores do Brasil em 1976, tendo saltado de anuais 6% para atuais 20,5%, o que produziu um prejuízo estimado de mais de R$223 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voto do Deputado Federal se alonga e aponta um tanto de outras ilicitudes. É preciso que cobremos uma postura mais austerna do Governo e efetivas mudanças, acompanhando o trabalho deste resiliente parlamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurem neste site as referências e o voto para leitura: http://www.ivanvalente.com.br/tag/cpi-da-divida/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-1541440312764937655?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/1541440312764937655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=1541440312764937655' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1541440312764937655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1541440312764937655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/11/endividamento-publico.html' title='Endividamento público.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-4994889375541599995</id><published>2010-11-05T11:17:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T13:02:06.086-07:00</updated><title type='text'>Brasil 2011.</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;A futura presidente Dilma Rousseff acaba de ser eleita, mal adentramos o mês de novembro, e já ressurge com força descomunal o assunto da CPMF (&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira declaração da presidente eleita sobre a matéria foi a de que não era de sua vontade o restabelecimento do tributo, mas que negociaria e atenderia o pleito dos governadores, propondo a sua votação no Congresso Nacional se assim lhe fosse majoritariamente solicitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, pragmaticamente, busca eximir pessoalmente a próxima presidente desta que deve posar como uma medida impopular, caso ocorra, estratégia idêntica à que adotou o presidente Luís Inácio ao longo de seus dois mandatos. E com êxito, ressalte-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;É risível que a futura presidente Dilma  Rousseff, contando com o atual posicionamento do PT e base aliada, com  maioria no Congresso Nacional e uma desconsertada oposição, procure qualquer isenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Dilma Rousseff passará, a partir de 1˚ de janeiro, a ocupar o maior cargo executivo da República e isto não deve vir sem responsabilidades. Sim, é desejável que qualquer Governo busque composição com os demais, mantendo a soma da vontade geral acima de pretensões particulares de um dado grupo político. Não obstante, deve também este Governo ter paradigmas, referenciais e convicções as quais devem nortear suas ações, ao mesmo tempo em que deve servir-se de quaisquer mecanismos democráticos e lícitos para defendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há argumento, nem mesmo a tão aludida governabilidade, que suporte a postura de compor em favor da CPFM, se o aumento na tributação não é um dos pilares do novo Governo, principalmente considerando os recordes de arrecadação alcançados nos últimos anos, culminando em, estima-se, R$1.2 trilhões no ano de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CPMF que ora se ensaia parece anunciar os verdadeiros sustentáculos das futuras políticas governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pareceu evidente, durante todo o exercício dos mandatos de Lula, que a sua matriz ideológica repousou sobre o engrandecimento do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece agora óbvio que o projeto de Estado máximo que se delineou durante os 8 anos de governo de Lula deve agora se fortalecer e ratificar. Financiado pelo crescente aumento da tributação, o aparelhamento estatal, gastança pública e maior presença do ente público na sociedade e economia, este projeto de nação agora ganha corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me apraz o maniqueísmo ou dicotomia em qualquer debate, portanto não estou propondo um embate entre duas filosofias distintas e opostas uma a outra: o estado mínimo em face do estado máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas do Brasil são mais fundamentais ainda do que um sistema de Estado. Julgo que precisamos de um governo austero e suficientemente audaz para promover as reformas e mudanças necessárias e não são a falta de transparência, politicagem e joguetes que nos permitirão implementá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-4994889375541599995?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/4994889375541599995/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=4994889375541599995' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/4994889375541599995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/4994889375541599995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/11/brasil-2011.html' title='Brasil 2011.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-1798297273740065810</id><published>2010-10-28T05:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-28T06:13:46.988-07:00</updated><title type='text'>Verdades vêm à tona.</title><content type='html'>Agora, na reta final das eleições de 2010, surgem diversos comparativos entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio da Silva, no intento de demonstrar a superioridade deste último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em comparativos absolutos, é notório que o governo FHC não resiste a uma confrontação aos números do governo Lula. Não é honesto, tampouco justo, que se exija uma mesma performance de um governo que se seguiu a um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impeachment&lt;/span&gt;, um completo desmoronamento sócio-econômico, e outro que colheu os frutos de uma economia com fundamentos sólidos e instituições democráticas mais fortalecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos uma análise crítica, mais profunda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Dados oficiais da ONU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1995 a 2000 (FHC) cresceu 7,62% ou 1,48% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2000 a 2007 (Lula) cresceu 2,91% ou 0,41% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Acesso à Rede de Água&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IBGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 42,09% em número absoluto ou 4,49% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 9,33% em proporção do total ou 1,12% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 19,22% em número absoluto ou 3,58% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 4,02% em proporção do total ou 0,57% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Acesso à Rede de Esgoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IBGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 55,16% em número absoluto ou 5,65% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 19,23% em proporção do total ou 2,22% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 29,52% em número absoluto ou 5,31% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 14,62% em proporção do total ou 1,97% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Acesso à Energia Elétrica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IBGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 7,44% ou 0,90% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 2,48% ou 0,35% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Percentagem de Domicílios com Geladeira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Fonte: IBGE&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 20,75% ou 2,39% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 8,30% ou 1,15% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Percentagem de Domicílios com Televisão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Fonte: IBGE&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 18,73% ou 2,17% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,66% ou 1,30% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Evasão Escolar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IBGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) variou -51,44% ou -8,63% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2007 (Lula) variou -4,32% ou -0,88% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Índice de Analfabetismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IPEA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1995 a 2002 (FHC) caiu 27,77%% ou 3,99% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2007 (Lula) caiu 15,60% ou 3,33%% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mortalidade Infantil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: DataSUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1997 a 2002 (FHC) caiu 21,94% ou 4,83% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2007 (Lula) caiu 20,16% ou 2,78% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Taxa de Pobreza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IPEA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC), a taxa de extrema pobreza caiu um total de 6,28%, com uma variação de -30,98%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2009 (Lula), a taxa de extrema pobreza caiu um total de 6,71%, com uma variação de -47,96%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC), a taxa de pobreza caiu caiu um total de 8,58%, com uma variação de -19,96%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2009 (Lula), a taxa de pobreza caiu um total de 12,98%, com uma variação de -37,73%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salário Mínimo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fontes: Medida Provisória 566/1994, Medida Provisória 35/2002, Lei 1.255 de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) o salário mínimo cresceu 208,68% ou 15,13% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2010 (Lula) o salário mínimo cresceu 155,00% ou 12,41% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carga Tributária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IBGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carga média de 1994 a 2002 (FHC) de 30,07%, carga tributária em 2002 de 32,35%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carga média de 2002 a 2007 (Lula) de 33,47%, carga tributária em 2007 de 34,70%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Taxa de Crescimento Econômico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Bacen/FMI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nível de Desemprego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IBGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final do governo FHC (dez/2002): 6,17%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final do governo Lula (set/2010): 6,9%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inflação ao Consumidor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Bacen/Calculadora do Cidadão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inflação acumulada de 1990 a 1994 (Collor/Itamar): 41.941.718,61%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inflação  acumulada de 1995 a 2002 (FHC): 114,43%, ou 0,00028% do acumulado  anterior. Queda de 99,99972% em relação ao governo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inflação  acumulada de 2003 a 2010 (Lula): 47,72%, ou 41,71% do acumulado  anterior. Queda de 58,29% em relação ao governo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dívida Pública Federal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IPEA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dívida pública federal ao final do governo FHC (12/2002): R$ 560.828.810.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dívida pública federal ao final do governo Lula (10/2010): R$ 985.808.530.000,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ganho Real na Aposentadoria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IPEA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1994 a 2002 (FHC) as aposentadorias tiveram um ganho real de 21% em relação ao governo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2002 a 2010 (Lula) as aposentadorias tiveram um ganho real de 3,5% em relação ao governo anterior.&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isto. Busquemos a verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Privatizações no Governo Lula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Ministério do Planejamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banco do Estado do Maranhão S.A.&lt;br /&gt;BEM-SG&lt;br /&gt;BEM-VTV&lt;br /&gt;BEM-DTVM&lt;br /&gt;Banco do Estado do Ceará S.A.&lt;br /&gt;BEC-DTVM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Novas concessões e pedágios no Governo Lula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Ministério do Planejamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BR-116/PR/SC    Curitiba – Div. SC/RS    412,70 Km&lt;br /&gt;BR-376/PR - BR-101/SC    Curitiba – Florianópolis    382,33 Km  &lt;br /&gt;BR-116/SP/PR    São Paulo – Curitiba (Régis Bitencourt)    401,60 Km  &lt;br /&gt;BR-381/MG/SP    Belo Horizonte – São Paulo (Fernão Dias)    562,10 Km  &lt;br /&gt;BR-393/RJ    Div.MG/RJ – Entroncamento com a Via Dutra    200,40 Km&lt;br /&gt;BR-101/RJ    Ponte Rio-Niterói – Div.RJ/ES    320,10 Km&lt;br /&gt;BR-153/SP    Div.MG/SP – Div. SP/PR    321,60 Km&lt;br /&gt;BR – 116/324 BA    BR – 116 – Feira de Santana    554,10 Km &lt;br /&gt;BR – 324 – Salvador – Feira    113,20 Km   &lt;br /&gt;BR – 526 / BR – 324 / BA 528    9,30 Km   &lt;br /&gt;BA – 528 / BA – 526 / Aratu    4,00 Km&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Referências: http://pedrodaveiga.blogspot.com/2010/10/o-comparativo-entre-os-governos-de-fhc.html&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço este comparativo à contra-vontade. O motivo é simples: não estão concorrendo à Presidência da República Lula ou FHC e, sim, Dilma Rousseff e José Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a maioria das pessoas que tem predileção por Dilma não conhece seu plano de governo, sua história, ou qualquer outra coisa a seu respeito. Tampouco conhece seu principal opositor, o candidato Serra. A idéia de continuismo é o único motor que propulsiona o apoio à candidata do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogo: busquem mais informações sobre seus candidatos. Estamos muito próximos a dar os novos caminhos do nosso país, da nossa democracia. Não podemos embasar este ato numa simples presunção de que os rumos permanecerão os mesmos. Lembrem-se: Dilma Rousseff não é Lula. O Congresso Nacional não é o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Ferreira Soares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-1798297273740065810?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/1798297273740065810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=1798297273740065810' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1798297273740065810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1798297273740065810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/10/verdades-vem-tona.html' title='Verdades vêm à tona.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-2952785742475391024</id><published>2010-10-14T03:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T06:25:15.345-07:00</updated><title type='text'>Estado e Democracia.</title><content type='html'>Por motivos menos nobres e poéticos do que gostaria, a história da civilização humana sempre foi de convergência, vocábulo este que aplico em seu sentido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lato&lt;/span&gt;, indicando concentração humana, seja ela geográfica, cultural ou social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a formação do primeiro grupamento de invidíduos nômades, em benefício da sobrevivência, a convivência foi regulada e normatizada, ainda que primitivamente, pela sobrevalência do poder e vontade do mais forte. Toda e qualquer comunidade humana sempre se estabeleceu sob paradigmas que buscavam orientar a sua continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A problemática da regulação social residiu sempre em seu marco social e na sua coercibilidade. Quem define as regras e quem as impõe? De invíduos a súditos, de súditos e cidadãos, o Iluminismo e a Revolução Francesa foram essenciais para a idealização de um modelo de sociedade mais justa e equânime. O contratualismo, a tri-partição dos Poderes, a separação entre religião e Estado, a liberdade de credo, a igualdade entre todos os homens, a coisa pública (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;res publica&lt;/span&gt;), a liberdade de opinião, expressão e imprensea, tudo isto configura a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que hoje se faz parecer, estes que cito como princípios democráticos não são dogmas. Ao contrário, são resultado da criteriosa aplicação da razão e lógica, aqui tidos como faculdade e método, respectivamente. Estes elementos são componentes de um sistema complexo e intricado, que se voltam para tutelar a vontade geral da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contratualismo, o poder necessariamente emana do povo. A tri-partição dos poderes cuida de evitar que os representantes da vontade do povo se excedam no desempenho de suas atribuições, sendo controlados uns pelos outros. A separação entre religião e Estado, ou laicismo, livra o Estado da escuridão dogmática, em favor da iluminação da razão. A liberdade de credo impede que alguém seja perseguido por aderir a princípios religiosos e de fé quaisquer. O princípio igualdade entre os homens coloca todos na mesma condição, desde seu nascedouro. O conceito de coisa pública protege o espólio de bens tangíveis e intangíveis comum a todos. A liberdade de opinião, expressão e imprensa permite o debate, o conhecimento da vontade geral e a consequente evolução do conceito de democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado decrépito e decadente em que se encontra o aparato político-insitucional brasileiro afasta o cidadão médio destes que são basilares à própria existência da democracia. O descrédito atribuído ao sistema político nacional é tamanho que o brasileiro se permite ficar apático diante de ataques tão fortes, veementes e coordenados aos sustentáculos democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As recentes afrontas à liberdade de imprensa e, mais recentemente, à separação entre Estado e religião são grandes mostras de quão enfraquecida nossa democracia está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato os grandes meios de informação são detidos por poucos grupos de indivíduos, cujos interesses político-econômicos são evidentes, mas isto não deveria ser problema para um povo que recebesse educação e tivesse acessso à informação. Regular a imprensa é eufemismo para tolher a liberdade de opinião e expressão, transferindo ao Estado o poder de ditar as suas verdades, livrando-o, em última instância, de solver o verdadeiro problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se pode dizer do questão sobre o aborto. Adotar políticas públicas quanto ao aborto não redunda em seu inconteste apoio, ao contrário do que ora se propõe, especialmente considerando que o Estado brasileiro é laico, portanto livre de qualquer associação religiosa. É uma questão de saúde pública e é condizente com a vontade geral, em benefício da sociedade como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exceto pelas idiosincrasias da recente política nacional, (quase) unanimidade não é algo que se encontra em uma verdadeira democracia; ao contrário, é a soma das diferenças que a enriquece e engrandece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que em tempos de eleição, surgem os factóides, as acusações vazias e tudo mais. Ainda assim, tenho grande preocupação com os rumos da nossa nação. Gostaria de terminar este texto com um chavão menos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;clichê&lt;/span&gt; mas não pude fugir dele. Citando Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogo a quem, por ventura, ler este texto, ponderá-lo iluminadamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-2952785742475391024?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/2952785742475391024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=2952785742475391024' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/2952785742475391024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/2952785742475391024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/10/estado-e-democracia.html' title='Estado e Democracia.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-118050718451255780</id><published>2010-10-06T10:37:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T16:01:30.943-07:00</updated><title type='text'>2o. Turno das Eleições 2010</title><content type='html'>Aproxima-se o dia 31 de Outbro de 2010, quando nós brasileiros deveremos eleger o próximo Presidente da República. Nesta data, os rumos do país serão decididos ao menos pelos próximos 4 anos. É, certamente, uma decisão de peso e, como tal, deve ser considerada com seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um e de outro lados, temos Dilma Rousseff e José Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em sua atuação na campanha durante o primeiro turno, não conseguiria apontar grandes motivos para convencer quem quer que seja de votar no candidato José Serra. Sim, ele tem um extenso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;curriculum&lt;/span&gt; político e excelentes qualificações acadêmicas. Todavia apresenta-se apático e indiferentes às reais necessidades e problemas do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o trajeto de sua campanha, muitos foram os equívocos e, talvez por isto, a tão expressiva diferença entre José Serra e sua principal oponente na votação: 15.519.241 votos. Não fossem os significativos 19.636.335 votos na candidata Marina Silva, não teria havido um segundo turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior falha na campanha de José Serra não está nos constantes dissídios interno do partido e suas alianças. Também não reside na sua completa ausência de identidade e plano de governo próprios. Menos ainda está em seu distanciamento do Norte e Nordeste. Não é a sua falta de apelo e carisma. O maior erro, acredito, foi a de não falar a língua dos seus eleitores e de desconsiderar a sua inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A candidata Marina Silva não alcançou este vulto de votos tão somente por representar uma terceira via mas, sim, por mostrar-se uma candidata viável com ideologia própria e, ainda que não tenha se revestido do populismo peculiar ao atual presidente do Brasil, soube conversar com sua potencial base de eleitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso do continuísmo serviu bem à candidata Dilma Rousseff pelo fato de esta ter composto a base do governo atual. Mais do que isto, Dilma e o presidente Luís Inácio da Silva esforçaram-se para aderir à imagem um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Serra não manteve uma linha argumentativa única. Procurou apenas não ofender os seguidores de Lula, como se estes não tivessem a mínima capacidade crítica. Esqueceu-se de que a aprovação ao atual governo, que aproxima-se dos 80%, é relativa. Ela considera os esforços do atual governo, mas não se pode dizer que este mesmo número de brasileiros esteja satisfeito com a situação geral do país. Segundo recente pesquisa solicitada pela Folha de São Paulo/BBC ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pew Research Center&lt;/span&gt;, apenas 50% aprovam o cenário atual, enquanto 49% dizem-se insatisfeitos. Esta mesma pesquisa revelou que as maiores preocupações dos brasileiros permanecem sendo a criminalidade, corrupção, desigualdade social, poluição, doenças infecciosas e problemas econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável a melhor na condição de vida do brasileiro médio, seja por força dos programas de assistencialismo social ou da robustez da economia. Daí tamanha aprovação ao atual governo. Não obstante, diversos problemas - agora talvez menos gravosos - persistem e o povo não é alheio a isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Serra não manteve qualquer diálogo com a sociedade civil, para identificar suas mazelas e apresentar programas e soluções específicas. Indicou soluções generalistas, sem qualquer critério e embasamento. Adotou discursos padronizados e foi incapaz de compreender as singularidades das diferentes regiões do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquanto ressalto alguns de seus equívocos recentes, não consigo lhe apontar  defeitos fundamentais. O ex-secretário estadual de planejamento, ex-deputado federal e constituinte, ex-senador, ex-ministro do planejamento, ex-ministro da saúde, ex-prefeito de São Paulo, ex-governador de São Paulo tem méritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofreu com o exílio durante a ditadura, foi professor da Unicamp, coordenou o programa de governo de Franco Montoro em São Paulo, de quem foi secretário estadual de planejamento. Sob sua secretaria expandiu-se a linha leste-oeste do metrô municipal, construiu-se mais de 4 mil quilômetros de estradas vicinais e a hidrovia Tietê-Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi deputado federal e constituinte, votou a favor da desapropriação de propriedades rurais improdutivas, se opôs à estabilidade no emprego público e foi favorável ao parlamentarismo, opondo-se às diretrizes do PMDB, seu partido à época. Foi o constituinte que conseguiu aprovar o maior número de emendas - um total de 130 -, dentre as quais a mais relevante foi a que criou o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Participou da criação de fundos constitucionais regionais, tais quais o FPM e FPE, favorecendo o norte, nordeste e centro-oeste. Foi relator da comissão que reformulou o sistema tributário, os orçamentos públicos e o sistema financeiro nacional (SFN). Propôs o Plano Pluri-Anual de Investimentos, assim como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ajudou a fundar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Recusou o convite de Fernando Collor para ser seu Ministro da Fazenda e votou pela abertura do processo que levou a seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impeachment&lt;/span&gt;. Apoiou o Plano Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elegeu-se Senador, com 6,5 milhões de votos, opondo-se ao voto obrigatório e defendendo a reforma tributária. Atuou no Ministério do Planejamento e também no da Saúde, no governo de Fernando Henrique. Como Ministro do Planejamento, corroborou para com a privatização da máquina estatal. Conduziu obras de saneamento básico, especialmente no nordeste. Na pasta da Saúde, implementou a política de tratamento da AIDS que hoje é referenciada em todo o mundo, com medicamentos com valor reduzido e tratamento subsidiado pelo governo. Implementou os medicamentos genéricos. Combateu o fumo. Regulamentou a lei de patentes. Promoveu mutirões de saúde. Introduziu a vacinação de idosos contra a gripe. Criou a agência reguladora da saúde (ANS) e a agência nacional de vigilância sanitária (ANVISA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como prefeito de São Paulo, renegociou diversos contratos, gerando uma economia de R$500 milhões para o estado. Reabriu a Fábrica de Remédios de São Paulo. Integrou o transporte público. Executou o maior plano de recapeamento e pavimentação na história da cidade. Revitalizou áreas deterioradas da cidade. Iniciou, em associação com o estado, a construção do Rodoanel Mário Covas, com quase 60km. Deixou o governo para candidatar-se a governador do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elegeu-se. Finalizou o Rodoanel. Expandiu o metrô. Modernizou a rede de trens do estado. Expandiu a rede de educação técnica. Implementou os ambulatórios médicos de especialidades. Construiu 10 novos hospitais. Ampliou o programa de distribuição de remédios gratuitos - Dose Certa. Aumento a austeridade fiscal. Criou a nota fiscal paulista. Reduziu a carga tributária individual e desonerou setores-chave da economia. Triplicou investimentos, otimizou gastos. Investiu R$7bi em saneamento básico. Reduziu a violência em 63%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito, José Serra tem méritos. Ainda tendo citado vários destes que considero sucessos, não creio que ele seja o candidato ideal, mas no espectro de escolhas que temos, opino ser o melhor. Sua vida política, pode-se dizer, é livre de percalços. A soma de elementos que parecem compor José Serra não fazem dele o candidato ideal, mas evidentemente é um candidato preparado e capacitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo fazer deste texto um manifesto maniqueísta em favor deste o aquele candidato, mas gostaria de contrapor o que são e representam cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo expressado não encontrar defeitos fundamentais em José Serra, não posso dizer o mesmo sobre a candidata Dilma Rousseff. A minha leitura de sua história não é positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de Jânio Quadros, após a renúncia do governo de João Goulart, perdurou uma grande crise política. Durante esta crise política, o governo abriu-se a diversas organizações sociais, o que provocou a reação das classes mais conservadoras, culminando na tomada do poder pelos Militares em 1964, com o ato institucional 1, o AI-1. Este ato cassou os mandatos políticos então vigentes, acabou com a estabilidade dos funcionários públicos e instituiu eleições indiretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1967, o regime de exceção passa a ser constitucional. Vários foram os movimentos pacíficos que se opuseram ao regime militar: a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), a Frente de Mobilização Popular (FMB), o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), afora os sindicatos, as ligas camponesas e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 64, Dilma Rousseff integrava a            &lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 10pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;   &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Cambria;"&gt;Polop, apelido da Organização Revolucionária Marxista - Política Operária&lt;/span&gt;. Era um movimento armado, fundado em 1961, que se opunha ao regime militar. Na defesa de seu ideário, a Polop valia-se de meios escusos como roubos, sequestros e assassinatos. A Polop foi cindida e redundou na criação do Comando Nacional de Libertação (COLINA). O motivo da cisão foi justamente a luta armada. Enquanto alguns membros queriam implementar o socialismo, seu objetivo último, por meio de uma assembléia constituinte, outros queriam-na impor por meio das armas. Neste último grupo, incluí-se Dilma Rousseff, que passou a compor o COLINA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em reação a uma ação policial, Dilma Rousseff e seu grupo reagiram a tiros de metralhadora, matando 2 policiais e ferindo um terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma Rousseff passou então a integrar e chefiar a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), auto-intitulada "uma organização político-militar de caráter partidário,  marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra  revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o  objetivo de tomar o poder e construir o socialismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cumprir o objetivo deste movimento, Dilma Rousseff ajudou a arquitetar, organizar e executar o roubo de um cofre pertencente ao ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros, com US$2,5 milhões. O mesmo grupo planejou sequestrar Delfim Neto, não tendo sucedido por conta da captura de muitos de seus membros. Quando Dilma Rousseff foi finalmente presa, a VAR-Palmares começava a se desintegrar por brigas internas por poder e pelo dinheiro que havia sido arrecadado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma Rousseff sofreu os horrores da tortura e foi libertada apenas dois anos e meio após ter sido encarceirada. Após sua saída, retomou os estudos, teve sua primeira e única filha, tornando a integrar a militância política, desta vez sem armas, no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), mas mantinha um grupo de discussões com os antigos militantes da VAR-Palmares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda durante a ditadura, Dilma teve emprego público na Fundação de Economia e Estatística - FEE -, tendo sido exonerada após uma lista ter sido publicada no Estado de São Paulo, listando-a como subsersiva infiltrada na máquina pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 85, com o fim da ditadura, Dilma Rousseff passou a ser secretária municipal da Fazenda, no governo de Alceu Collares, no Rio Grande do Sul. Em 89 foi nomeada diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre. Ela foi demitida pelo presidente da Casa, por sua repetida impontualidade. Em 90 foi nomeada presidente da FEE pelo então governador Alceu Collares. Em 93, tornou-se secretaria de Minas, Energia e Comunicação no Rio Grande do Sul. De 94 ao fim de 98 ausentou-se dos cargos executivos e foi editora da FEE. Em 98 retornou à secretaria de Minas, Energia e Comunicação. Em 2000, voltou-se contra Alceu Collares e passou a apoiar Tarso Genro. Brizola, à época, a acusou - dentre outros dissidentes do governo de Alceu Collares - de ter se vendido por um prato de lentilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002, Dilma Rousseff assume como ministra de Minas e Energia do governo de Luís Inácio da Silva. A recomendação de Antônio Palocci foi fundamental para a decisão. Em sua gestão Dilma Rousseff respeitou os contratos da gestão anterior e ampliou o mercado de oferta de energia. O fez, entretanto, a qualquer custo, o que inclusive levou às rusgas com a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. José Dirceu, então chefe da Casa Civil precisou mediar a situação. A postura de Dilma Rousseff fez inclusive o então presidente da Eletrobrás colocar o seu cargo à disposição e eventualmente sair do governo. O próprio presidente Lula precisou intervir para dirimir questões entre o presidente da Petrobrás, Sergio Gabrielli, e ela. Luciano Zica, ex-deputado federal teve também problemas com Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma Rousseff implementou boas políticas: defendeu uma política industrial de governo, fazendo com que a Petrobrás formasse sua base de compras com produto nacional. Criou o programa "Luz para Todos", espelhando o programa do governo de Fernando Henrique Cardoso, "Luz para o Campo", com uma maior abrangência. Implementou o programa de aceleração do crescimento, como uma medida contra-cíclica à crise internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não é o que deu certo. É o que tem dado errado. No curso da participação de Dilma Rousseff no governo de Lula, várias crises envolveram-na direta e indiretamente: O dossiê da Casa Civil, listando os gastos da família de Fernando Henrique Cardoso, como resposta ao escândalo dos cartões corporativos e seu uso inapropriado e desregrado; o "caso Varig" em que se acusou o governo de favorecimento a um grupo norte-americano na compra da Varig e VarigLog; a crise institucional e os gramos ao Supremo Tribunal Federal e seus ministros; a crise militar, que demonstrou a insurreição e perseguição aos antigos partícipes do regime militar, quando se tentou instituir a Comissão Nacional da Verdade; a crise dos Correios, onde se comprovou o tráfico de influência dos membros do governo e aliados; e o recente escândalo envolvendo sua ex-assessora e substituta na Casa Civil, Erenice Guerra, para listar algumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de Lula, o aparelhamento do estado com cargos públicos e cargos comissionados cresceu assustadoramente. O governo tem paulatinamente tentado cercear a liberdade de imprensa e de expressão, por meio do projeto de lei que instituiria o Conselho Federal de Jornalismo. O governo tentou ainda aprovar o Plano de Direitos Humanos que relativiza a propriedade privada, inclui entidades sindicais em processos burocráticos de governo, busca criar uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação e decidir pela outorga e concessão de licenças de operação, realização de plebiscito sem aprovação do Congresso. A aproximação do Brasil com regimes totalitários, tais quais o da Venezuela e Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua campanha, Dilma Rousseff, assim como José Serra, não apresentou um plano de governo. Seguiu apenas com o argumento de que manterá o curso das coisas dado pelo presidente Lula. Ela não precisou compreender o público para o qual falava, já que o presidente fez e continua fazendo por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, com as eleições, o Congresso será de maioria governista, caso vença a candidata Dilma Rousseff. Os partidos da base governista elegeram 359 deputados, deixando 154 para a oposição. No Senado a situação não é muito diferente: 54 assentos do governo e 27 da oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O receio que tenho como brasileiro é a contínua escalada da esquerda extremista e amargurada. São os compromissos silentes com os sindicatos, entidades de classe e movimentos sociais. É a relativização da democracia e do Estado de Direito. É a perseguição à oposição. A censura aos meios de informação. O fortalecimento do aparato estatal em detrimento da sociedade privada. São os excessos dessa gente. É tudo isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim a escolha é simples: votar em José Serra, alguém que não representa perigo à democracia e que, apesar de não tê-lo apresentado, tem um plano de Brasil, e sofrer com os embates burocráticos do Congresso oposicionista; ou votar em Dilma Rousseff e correr o risco de um governo de extrema esquerda, controlador da informação e da opinião pública, com maioria no Congresso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-118050718451255780?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/118050718451255780/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=118050718451255780' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/118050718451255780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/118050718451255780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/10/2o-turno-das-eleicoes-2010.html' title='2o. Turno das Eleições 2010'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-3753267890177529227</id><published>2010-09-20T07:07:00.002-07:00</published><updated>2010-09-20T09:02:40.114-07:00</updated><title type='text'>Balzaquiana</title><content type='html'>Ó esquálida balzaquiana,&lt;br /&gt;Por que levas uma vida tão provinciana?&lt;br /&gt;Ocupe-se de mais amores e menos camas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó iníqua balzaquiana,&lt;br /&gt;Por que permites que a inveja te consuma?&lt;br /&gt;Os bons amigos já se vão e agora te abandonam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó incrédula balzaquiana,&lt;br /&gt;Por que preferes crer nas más façanhas?&lt;br /&gt;A vida em teu espelho é feia, bisonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó indileta balzaquiana,&lt;br /&gt;Por que não percebes que o tempo anda?&lt;br /&gt;Tua fadigada beleza não emociona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó rouca balzaquiana,&lt;br /&gt;Por que pela boca alheia cantas?&lt;br /&gt;Diz aos ventos quem és e colhe o que plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó ardilosa balzaquiana,&lt;br /&gt; Por que não escolhes uma vida mais cigana?&lt;br /&gt; Liberte-se da pequenez que permeia as suas tramas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-3753267890177529227?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/3753267890177529227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=3753267890177529227' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/3753267890177529227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/3753267890177529227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/09/balzaquiana.html' title='Balzaquiana'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-6354971666181416543</id><published>2010-09-20T07:07:00.001-07:00</published><updated>2010-09-20T07:07:29.761-07:00</updated><title type='text'>Sem prisões.</title><content type='html'>"Quando me convenci de que o Universo é natural, de que todos os  fantasmas e deuses são mitos, a alegria da liberdade permeou todos os  meus sentidos, toda a minha alma, toda a minha mente, todas as gotas de  meu sangue. As paredes de minha prisão ruíram, o calabouço inundou-se de  luz; todas as fechaduras, barras e grilhões dissolveram-se. Eu já não  era mais um servo, um empregado ou um escravo; já não havia para mim  qualquer mestre em todo o mundo – nem mesmo no infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava  livre. Livre para pensar, para expressar meus pensamentos; livre para  viver meu próprio ideal; livre para viver para mim e para aqueles que  amava; livre para usar todas minhas faculdades e todos meus sentidos;  livre para abrir as asas da imaginação; livre para investigar,  adivinhar, sonhar e expectar; livre para julgar e determinar a meu  bel-prazer; livre para rejeitar todas crenças cruéis e ignorantes, todos  os livros “inspirados” que selvagens produziram e todas as lendas  bárbaras do passado; livre de papas e padres; livre da barreira entre os  “escolhidos” e os “excluídos”; livre de todos os erros santificados e  das mentiras sacrossantas; livre do medo da danação eterna; livre dos  noctívagos monstros alados; livre de todos os demônios, fantasmas e  deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez estava livre. Já não havia mais nenhum  local de entrada proibida nos reinos do intelecto; nenhum ar, nenhum  espaço onde a imaginação não pudesse abrir suas asas multicores; nenhuma  corrente para meus membros; nenhum flagelo para minhas costas; nenhuma  chama para minha carne; nenhum mestre para me intimidar ou ameaçar;  nenhum caminho de outrem para ser seguido; nenhuma necessidade de  obedecer, adular, rastejar ou fingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava livre. Emergi ereto, destemido e feliz. Encarei todos os mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então  meu coração encheu-se de gratidão por todos heróis e pensadores que  deram suas vidas pela liberdade no pensar e no agir – pela liberdade das  mãos e do intelecto; por todos aqueles que pereceram ferozmente em  campos de batalha; por todos aqueles que morreram acorrentados em  calabouços; por todos aqueles que subiram orgulhosamente as escadas de  patíbulos; por todos aqueles cujos ossos foram triturados, cuja carne  foi marcada e rasgada; por todos aqueles que foram consumidos pelo fogo;  por todos os indivíduos sábios, bondosos e bravos de quaisquer terras  cujos pensamentos e feitos permitiram que seus filhos fossem livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurei  que seguraria a tocha que eles seguraram, e que a seguraria alta, para  que assim sua luz sobrepujasse a escuridão remanescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos  honestos para conosco, honestos para com os fatos que conhecemos; e,  acima de tudo, preservemos a veracidade de nossas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se  deuses existirem, não temos como ajudá-los, mas temos como ajudar nosso  semelhante. Não podemos amar o inconcebível, mas podemos amar nossas  esposas, nossos filhos e nossos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ser honestos  quanto à nossa ignorância. Se formos, quando questionados sobre o que há  além do horizonte do conhecimento, devemos dizer que não sabemos;  podemos dizer a verdade, e desfrutar da abençoada liberdade conquistada  pelos bravos; podemos destruir os monstros da superstição, as serpentes  ciciantes da ignorância e do medo; podemos expulsar de nossas mentes as  aterrorizantes presas que rasgam e ferem; podemos civilizar nossos  semelhantes; podemos preencher nossas vidas com ações generosas, com  palavras amorosas, com arte, com música e com todo o arroubo do amor;  podemos inundar nossa existência com o brilho do Sol, com o divino clima  da bondade; e podemos beber até a última gota do cálice dourado da  felicidade." Robert G. Ingersoll&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-6354971666181416543?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/6354971666181416543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=6354971666181416543' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/6354971666181416543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/6354971666181416543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/09/sem-prisoes.html' title='Sem prisões.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-7572891580589426839</id><published>2010-09-16T17:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T18:59:04.166-07:00</updated><title type='text'>Política no novo mundo.</title><content type='html'>Não há dúvidas de que a internet nos trouxe uma série de benefícios. Comunicação sem barreiras. A democratização da informação. Certamente, hoje, o mundo é diferente do que era antes do advento da rede mundial de computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, como parte da contínua evolução da internet, deixamos de ser meros expectadores e passamos a produzir informação de todo tipo: texto, áudio e vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa transformação, ao mesmo tempo em que expande os horizontes do conhecimento, é, ao meu ver, um tanto nociva. É que, dado o tamanho desta rede que se expande a cada dia, não há mecanismo de verificação da informação que se produz. Note-se que cuido para não escrever 'controle', em lugar de 'verificação'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebidamente, hoje todos somos um pólo de produção e absorção de informação, indiscriminadamente. Em outros tempos, a produção da informação estava centrada em alguns poucos veículos, como rádios, jornais, revistas e redes de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que questionavelmente, opino que esta centralização, ainda que permita a parcialidade da informação, produz informação de qualidade superior. Seguem-se, ao menos, as regras do bom jornalismo. E mesmo esta centralização não faz cessar o pluralismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o que se tem, permeando a rede mundial de computadores, é um sem-número de artigos mal escritos, suportados por factóides ou mesmo inverdades. São opiniões externadas sem qualquer fundamento lógico, ideológico ou factual. São textos carecedores de vida própria, desesperadamente atribuídos a grandes escritores e jornalistas sem o seu conhecimento ou firma, pelos seus próprios redatores. São vídeos entremeados de má-fé, com assertivas extraídas de seu verdadeiro contexto. São fotos mal intencionadas. São mentiras... O pior é que neste ambiente, a desinformação gera ainda mais desinformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que possa parecer, sou um aficcionado pela internet. Sou a favor da livre informação, de sua democratização, do fim das barreiras de comunicação. Alerto somente para os perigos que aí existem e que daí derivam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria das pessoas não possui o discernimento necessário para avaliar a qualidade da informação que recebe. Eu aí incluído. É necessário estudar e pesquisar, investir tempo, para tanto. Algo que poucas pessoas se dispõem a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o risco da circulação desta informação de má-qualidade se limitasse a estórias inofensivas e sem efeito prático, não caberiam maiores críticas. Todavia, prestes a eleger um candidato a presidente nacional e diversos outros políticos a cargos de alta importância, o Brasil sofre com a desinformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalve-se, contudo, que a desinformação não é exclusiva da internet. Especialmente em tempos de eleição. Não obstante, o que me propulsionou a escrever este texto foram os constantes e-mails, por vezes vindos de pessoas cuja opinião respeito e admiro, propalando o que sabidamente são inverdades, foram as repetidas postagens em mídias sociais expondo opiniões parciais e mal-formadas acerca de determinados fatos e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre, a falta de educação formal do brasileiro posou como um empecilho ao processo político. A ignorância não permite que a informação seja recebida e interpretada com algum tipo de juízo de valor mais acurado. Mas parece que a ilusão da informação fácil tem contribuido ainda mais negativamente para este cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sensibilizo em ver que brasileiro médio, que já não possuía critérios minimamente objetivos para escolher seu candidato político, agora é bombardeado diuturnamente com material de conteúdo questionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevendo esta resenha, percebo que cheguei ao seu fim, sem uma solução da problemática que ora aponto. A verdade é que não há uma resposta rápida. Deseinformação se combate com informação. Ignorância com educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou jornalista nem guardo esta vocação, no entanto gostaria de dispor do tempo para produzir um documento isento e imparcial com aquelas informações que considero vitais para melhor compreendermos o processo político e conhecermos os personagens que o compõem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe possamos colaborar numa iniciativa de construir uma mídia social em que se compartilham informações acerca de todos os políticos nacionais, com seu histórico de atuação, suas iniciativas, as manchetes a seu respeito, os processos judiciais e eleitorais que cada um enfrenta, o patrimônio de cada um e a sua evolução ao longo de suas vidas políticas, as opiniões dos membros deste forum? Quem sabe este forum pudesse, inclusive, ter um convênio de informações com os Tribunais, Ministério Público, Câmaras e Senado? Divago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente nesta eleição, rogo aqueles que tem bom senso, que embasem suas decisões políticas em informação de qualidade. Busquem informação sobre os seus prospectos candidatos, investiguem sua história política, seus atos, seus projetos, suas ideologias, seus pares e seus párias. Façamos isto e nos tornemos responsáveis pelo nosso país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-7572891580589426839?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/7572891580589426839/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=7572891580589426839' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/7572891580589426839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/7572891580589426839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2010/09/politica-no-novo-mundo.html' title='Política no novo mundo.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-5643876199332497803</id><published>2009-10-08T12:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T13:49:11.206-07:00</updated><title type='text'>Democracia da informação. Será?</title><content type='html'>A greve dos bancários, que agora já se prolonga por duas semanas, demonstra quão poderosos são os bancos no Brasil. Não digo isto pelo impacto que a paralisação causou à economia do país, tampouco pelos transtornos que ocasionou. Também não digo pela parca ação do governo, à frente das instituições bancárias públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que chama atenção é o que não é dito. Num ambiente democrático, o reboliço causado pela mídia teria sido muito maior. Entretanto, estamos no Brasil, onde os veículos jornalísticos se eximem de opinião naquilo que de fato pode lhes causar prejuízos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As maiores contas de publicidade dos conglomerados de notícias são aquelas mantidas pelo Itaú/Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e outros. Assim, não se lê nada sobre a truculência com que os bancos têm tratado os grevistas, os embates e perseguições aos adeptos da greve, menos ainda dos graves danos perpetuados ao povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosas são as matérias que permeiam a mídia, dita livre. Cheguei a ler que a greve não tinha grandes efeitos para o brasileiro médio, já que segundo dados levantados em 2008, apenas 18% das transações bancárias se davam nas agências. Li ainda que parte dos bancários a iniciativa de se debruçarem sobre suas mesas para encontrar uma forma de atender as solicitações, sem, contudo, prejudicar os resultados dos bancos. Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, somente no primeiro semestre de 2009, o lucro do Itaú/Unibanco superou R$ 4.5 bilhões, o do Bradesco circulou em torno de R$ 4 bilhões e o Banco do Brasil da mesma forma, o Santander ficou perto dos R$ 2 bilhões. Estas cifras exorbitantes. O Santander, em emissão de ações na BOVESPA captou mais de R$ 14 bilhões de reais. Uma verdadeira quebra de paradigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As finanças bancárias vão muito bem, obrigado. Nada justifica a mesquinhez com que os bancos tratam seus empregados. Não obstante, neste cabo-de-força, cada qual faz seu papel. Os bancários buscam melhores condições de trabalho e remuneração e os banqueiros procuram maximizar seus resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não parece estar cumprindo o seu dever, por que não dizer, cívico são os meios de comunicação. Será que estamos mesmo inseridos em um ambiente em que o acesso à informação é livre e desimpedido?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-5643876199332497803?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/5643876199332497803/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=5643876199332497803' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5643876199332497803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/5643876199332497803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2009/10/democracia-da-informacao-sera.html' title='Democracia da informação. Será?'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-1091568062222425481</id><published>2007-07-18T13:00:00.000-07:00</published><updated>2007-07-18T13:09:00.707-07:00</updated><title type='text'>Brasil: Um problema endêmico.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O Brasileiro tem convivido com o caos já há muito. A corrupção e a impunidade nos conduziram e nos conduzem a um estado de urgência em que não há segurança pública, saúde pública ou educação pública. Em verdade, nenhum dos serviços públicos servientes à sociedade guarda qualquer relação com critérios de eficiência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Principalmente nas grandes capitais, a sensação de abandono é notável no dia-a-dia. A violência nas ruas, a superlotação dos hospitais, a insubsistente estrutura educacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aquilo que o Governo Federal tem por políticas sociais, são puramente atos emergenciais que buscam impedir o desmantelo completo das castas menos privilegiadas (leia-se a maior parte da população). E mais. Funcionam como meio de manobra de massas, o bom e velho voto de cabresto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A infecção da corrupção espalha-se pelos meandros dos três poderes sem que qualquer investida lhes seja contraposta. As ações policiais resultam nulas, sem qualquer repercussão real para os malfeitores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aquele povo conhecido por sempre guardar um sorriso imaculado tem tido a sua resiliência ao fracasso vencida paulatinamente. O pior é que nada se vê fazer. A inconcretude das políticas sociais, o desatino das autoridades públicas; o descaso. Isso, sim, se identifica com muita clareza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Diz-se que a economia da nação se expande exponencialmente, que os juros caem regularmente, que a inflação decresce, que a oferta de crédito aumenta, todavia nos deparamos com o mesmo malgrado de que sempre fomos acometidos. Não há divisão de renda. Nunca o Brasil contemplou tantos milionários e bilionários dentro a suas fronteiras, assim como nunca consternou tantos com a miséria e ostracismo sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Estamos em insofismável condição de putrefação, como sociedade e como nação. Mas há, sim, solução. Piegas, mas há.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A pieguice é que todo o poder de mudar repousa nas mãos do povo. E deveria ser um processo natural, histórico, de mudança. Nunca o Brasileiro como povo, reunido sob uma só língua, sob uma cultura própria, sob um só Governo, sob uma lei unificada, teve tamanha chance de mudança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ao longo dos anos, como resultado de num processo dialético, o brasileiro pôs-se numa posição curiosa. De um lado é oprimido e espremido. Mas de outro, começa a poder honrar a condição democrática que o sufrágio lhe proporciona.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O voto é uma das principais ferramentas das quais o povo pode se valer para iniciar uma revolução.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tão importante quanto o voto é o fim da covardia do povo. Não é somente o sentimento de impotência que paralisa a sociedade, mas a sua covardia, a falta de coragem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Creio que a grande maioria dos brasileiros tem exata noção de que, sob um prisma individual, o esforço e sacrifício próprios lideram à obtenção de bens tangíveis e intangíveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Todavia, na capacidade de sociedade, os brasileiros nunca experimentaram o reflexo direto de seus clamores. Tudo aquilo atribuído às ações do povo é um verdadeiro engodo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;As insipientes manifestações populares e abaixo-assinados, insuflando-se contra a injustiça que aqui paira, de nada servirão se não forem acompanhados de rebotes palpáveis. Tampouco as ações da nossa mídia prostituída podem realizar. Menos ainda as demandas judiciais, se não houver um pesar sociológico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Criticamos o Estado, a sua pesada e onerosa organização, mas buscamos empregos públicos eternos, pois eles significam pouco trabalho e boa remuneração. Reclamamos da falta de saneamento e higiene das cidades, enquanto jogamos lixo nas ruas, calçadas, sarjetas e rios. Questionamos a escassez de recursos hídricos, mas desperdiçamos água diuturnamente lavando nossas calçadas e veículos. Indagamos acerca da má-educação alheia e relegamos a educação da nossa prole às escolas. E assim seguimos disfuncionais, brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Precisamos tomar para nós as rédeas; por na justa medida tudo o que nos compete e nos é de direito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Invejamos aos outros países mais desenvolvidos do que o nosso, mais democráticos e justos, nos olvidando de que tudo aquilo foi construído ao largo de suas histórias. Esquecemos, outrossim, que aqueles povos não relegam exclusivamente aos seus Governos a regência de sua sociedade e tomam para si grande parte das responsabilidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Elogiamos os europeus. Mas quem faz aquelas nações é o seu povo. Os ingleses caminham quadras e quadras em busca de uma baguete mais &lt;st1:personname productid="em conta. Os" st="on"&gt;em conta. Os&lt;/st1:personname&gt; irlandeses, uníssonos, mantêm longas greves quando são insultados por baixos salários. Os espanhóis são inventivos e buscam alternativas rápidas e duradouras às suas dificuldades. Os franceses valorizam a sua cultura e sua terra, mas rechaçam um governante menos atuante. Os alemães investem pesadamente em educação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Há também os americanos. Aquele povo arrogante que aprendemos a odiar, após muito tempo amá-los e imitá-los, são também a sociedade que mais faz doações a entidades de caridades e que mais presta serviços voluntários no planeta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nós somos a solução. É desmedido querer envergar um Estado em si mesmo, esperando obter a solução final. É o povo que tem que cambiar suas atitudes, suas posições.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Hemos de ser mais proativos em nossa alçada, nossa rua, nosso bairro, nossas pequenas comunidades. Um processo de real reestruturação parte de baixo para cima, não o inverso. Façamos mais, nós próprios, para exigirmos dos demais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Podemos criar conselhos comunitários para debater problemas locais, buscando conjuntamente soluções, seja coagindo o Estado a solvê-lo ou agindo em substituição deste. Devemos oportunizar o trabalho daqueles à margem das nossas sociedades, dignificando-os. Temos de cuidar de nossas crianças integrando-as à sociedade por meio dos esportes, da cultura e da informática. Precisamos fortalecer as entidades privadas nacionais e exigir sua responsabilidade social e ambiental, assim como a nossa própria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Há muito por fazer, mas é possível. Somente o fortalecimento da nossa sociedade é capaz de alterar o curso de nossa história. Somos um produto direto de nós próprios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-1091568062222425481?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/1091568062222425481/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=1091568062222425481' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1091568062222425481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/1091568062222425481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2007/07/brasil-um-problema-endmico.html' title='Brasil: Um problema endêmico.'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-109432701074471587</id><published>2004-09-04T13:34:00.000-07:00</published><updated>2004-09-04T12:43:30.743-07:00</updated><title type='text'>Hoje...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje é um daqueles típicos dias com cara de domingo! O tédio impera!!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Estes dias assim são os piores. Ainda não consegui decifrar se são ruins porque são tediosos ou se o fato de serem ruins decorre da condição introspectiva que o tédio nos impõe!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não raro buscamos fugir de um encontro mais profundo com nós próprios... é por isso que fazemos tanto sexo e bebemos tantas cervejas (ou pelo menos tentamos... gastamos um bom tempo tentando!!!). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Hoje... ah! Mais um daqueles dias que a realidade é crua e inevitável, o mais crítico de todos os críticos nos apresenta as verdades que nos rodeiam, nosso consciente, inconsciente ou superconsciente (sei lá!) traz tudo à tona...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;De um outro lado poder-se-ia dizer que estes dias que se parecem com domingos tediosos são os dias mais produtivos da vida de um ser humano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Isso, é claro, não houvessem o sexo ou as drogas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-109432701074471587?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/109432701074471587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=109432701074471587' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/109432701074471587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/109432701074471587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2004/09/hoje.html' title='Hoje...'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8152628.post-109413741198066284</id><published>2004-09-02T07:46:00.000-07:00</published><updated>2004-09-02T08:03:31.980-07:00</updated><title type='text'>Divagações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Somos a inconstância, a descontinuidade e a incerteza!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Em um momento, algo que nos parecia seguro e firme já não mais o é!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Passamos então a vida toda procurando um porto seguro, um ponto absoluto, algo, alguém, algum lugar ... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Passamos a vida inteira lutando, brigando, correndo, buscando algo que imaginamos ser o que queremos e no fim descobrimos uma coisa: não há absoluto, nem porto seguro, nem algo, alguém ou algum lugar que ponha fim a agonia incessante de sempre querer algo mais, algo diferente, de descontentamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;O espírito é sempre jovem. Por vezes, conseguimos suprimí-lo, chamamos a nós próprios, a nossa essência, de 'impulso'!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Despendemos, assim, todo o nosso tempo buscando... e esquecemos de olhar pra dentro, de conhecermos a nós próprios, como se as respostas fossem sempre exteriores e ocultas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;O que é bom hoje, pode não o ser amanhã e o contrário também pode ser verdadeiro, portanto viva! Para que nos prendemos a coisas pequenas e mesquinhas sem significado? Por que brigar por algo que brevemente será esquecido? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Viva e tenha amor próprio! Conhece-te a ti mesmo antes de julgar outros! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8152628-109413741198066284?l=dandaum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dandaum.blogspot.com/feeds/109413741198066284/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8152628&amp;postID=109413741198066284' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/109413741198066284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8152628/posts/default/109413741198066284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dandaum.blogspot.com/2004/09/divagaes.html' title='Divagações'/><author><name>Dandaum</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00196740688316525815</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_v48SXdPbAKs/TNdayrdjlGI/AAAAAAAAAAM/J2GyxpwTxrk/S220/IMG_0332.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
